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02/12/2014 13:02

Prefeitura faz 'contrato tampão' e não resolve problema da Santa Casa

Negociações

Após uma demorada negociação, nesta manhã de terça-feira (2), a Prefeitura Municipal de Campo Grande anunciou a recontratualização com a ABCG (Associação Beneficente Campo Grande). Ou seja, depois de fazer "jogo duro", o município cedeu, e aumentou o repasse financeiro mensal à instituição, responsável pela Santa Casa da Capital, o maior hospital de Mato Grosso do Sul. A intenção é disponibilizar, a partir do dia 5 de janeiro, R$ 3 milhões mensais, em quatro parcelas.

“O contrato tampão entrou para manter o equilíbrio”, argumenta o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), ao ser questionado por que apenas quatro meses de recursos, sendo que a saúde vive um caos e mesmo com a contrapartida da prefeitura, a dívida da Santa Casa continuaria. “Essa verba ajuda apenas a pagar uma conta que não vem sendo sanada, há muito tempo. São R$ 4 milhões desde 2012. Com o recurso da prefeitura, será a continuidade da estabilidade dos nossos serviços. Os fornecedores serão pagos, os profissionais também, teremos a manutenção em medicamentos e equipamentos. Tudo tem um custo”, explicou o presidente da ABCG, Wilson Telensco.

  

Olarte se defende, dizendo que apesar de ter entrado na gestão da prefeitura sem dinheiro em caixa, ele estaria fazendo um grande esforço para angariar verbas, com a intenção de melhorar a saúde da população. “Nos primeiros 6 meses deste ano, tivemos que cortar gastos, exonerar funcionários e a partir de janeiro teremos novos aportes advindos do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), também estamos negociando 25% para o ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias). Vamos honrar nossos compromissos”, explicou o prefeito ao ser indagado de onde sairia o recurso.

A intenção é ampliar a fonte de renda, para a prefeitura não ter prejuízos. “O montante será de R$ 12 milhões, em 90 dias. A partir do dia 1° de janeiro vamos abrir negociações com o Governo Estadual e Federal. É dever de prefeitura termos a gestão plena do município , mas é responsabilidade também dos demais disponibilizar recursos”.

Acordo foi assassinado na manhã de hoje (foto: Geovanni Gomes)

O novo Secretário de Saúde Pública da Capital, Jamal Salém, tem a mesma linha de pensamento. Inclusive, o secretário contou que o governador do estado, Reinaldo Azambuja, já sinalizou a contribuição. “Essa responsabilidade não cabe somente à prefeitura. Até mesmo porque cerca de 30% dos pacientes desse hospital vem do interior”, justificou.

Novos leitos

Outro ponto levantado durante a solenidade de assinatura do contrato foi o fato que a Santa Casa iria disponibilizar 100 novos leitos, que segundo o prefeito, devem contribuir com o problema de superlotação nas Upa´s (Unidades de Pronto Atendimento), oferecendo atendimento nos setores de enfermaria e psiquiátricos.

Apesar de Olarte destacar que o interesse é que os leitos sejam efetivados o quanto antes, Telensco avisa que isso deve levar algum tempo. “Vamos fazer a recuperação de uma ala do prédio que estava fechado porque aguardava reforma e não tínhamos verba. Com certeza parte dos leitos devem ficar pronta, entre 30 a 60 dias. Mas o total, leva tempo e necessitamos de verba, portanto, para completar os 100 vai demorar algum tempo”, explicou.

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