domingo, 18 de janeiro de 2026

Busca

domingo, 18 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Geral

21/11/2014 09:41

Pressionada, prefeitura recua e devolve gerador para a Cidade de Deus

Polêmica

O futuro incerto das pessoas que vivem na favela da Cidade de Deus continua uma espécie de novela, já que a Prefeitura Municipal se sentiu acuada e teve que voltar atrás em razão das pressões e dos manifestos dos moradores da região sudoeste de Campo Grande. Cerca de 450 famílias instaladas na maior favela da Capital agora estão mais aliviadas com o retorno do gerador de energia, por volta das 23h desta quinta-feira (20), e tentam voltar a rotina de trabalho e vida familiar.

Umas das líderes comunitárias, Mariana Gonçalves, contou que o gerador da Energisa só retornou após ameaças da comunidade, pois uma comissão com cinco moradores negociou com as autoridades, no período da manhã e na tarde de ontem (20). Por volta das 9h, o encontro foi com os vereadores Delei Pinheiro (PSD) e Thais Helena (PT). Já em torno das 16h30, a reunião contou com a presença de representantes da Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) e do vereador Edil Albuquerque (PMDB), que estaria representando o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP).

“Nós conversamos bastante e eles ficaram de agendar outra reunião para decidirem o que será feito com a comunidade. Agora, estamos um pouco mais tranquilos, porque acredito que eles não vão nos tirar daqui sem planejamento, para nos colocar em outra favela. Parece que as coisas estão começando a caminhar. Mas ainda estamos na expectativa de um futuro melhor e nada ficou definido. Temos que voltar com a nossa rotina”, revelou Mariana.

Falta de energia

Foto: Geovanni Gomes

No início da manhã de quinta-feira (20), a prefeitura retirou o gerador do local como de costume, para fazer a manutenção. Mas a comunidade percebeu que o equipamento não voltaria mais, apenas no fim da tarde de ontem (19), quando retiraram a guarita do Guarda Municipal, e eles tiveram que passar uma noite "fria e escura" – nas próprias palavras. Com isso, muitos se manifestaram contrários e procuraram a imprensa para intervir na situação, já que as famílias dependem da energia.

"Temos pessoas que necessitam de energia, como deficientes, idosos que usam insulina. Famílias que não podem ficar sem luz. Muitos me contaram que alguns equipamentos eletrônicos até estragaram", relatou à imprensa o líder comunitário, Rodrigo Santos. Apesar de amargar inúmeros prejuízos, ao ficar mais de 48h sem energia, a comunidade amanheceu nesta sexta-feira (21) um pouco mais otimista, com o retorno da eletricidade.

Foto: Geovanni Gomes

Dona Inês Correa de 47 anos, que mora com a família no local há cerca de dois anos, estava apreensiva com a alimentação das netas, uma de cinco anos de idade e outra de um. Mas, mesmo tendo sérios prejuízos, a população amanheceu com motivos para sorrir. “Muitas pessoas tiveram prejuízos com essa atitude da prefeitura. Alimentos, carnes e leites estragados, sem falar nos eletrodomésticos. Agora, estamos mais esperançosos deles encontrarem uma solução e vamos torcer para tudo dar certo”, conclui Mariana Gonçalves.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias