O prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP) se defendeu das acusações dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino), nesta manhã de sexta-feira (14), durante solenidade na Câmara Municipal de Campo Grande sobre o sorteio de 482 casas da Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande).
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concedeu liminar em favor da prefeitura solicitando o retorno imediato de 80% dos professores para as salas de aulas. Ao indagar Olarte sobre os motivos que o levaram a entrar na Justiça, ele se defende, dizendo ter sido praticamente "obrigado".
"O diálogo não resolveu e não foi uma posição que eu gostaria e tivemos que tomar essa posição. Se tivessem dado um voto de confiança ao prefeito. Agora eu preciso que seja usado o aporte reacionalizado. Nós fomos verdadeiros desde setembro sobre a situação financeira da prefeitura", disse.
O fim da greve também é justificada para não prejudicar ano letivo dos alunos, só que o aumento não está descartado. “Os professores são muito importantes e tendo o recurso, nós vamos atendê-los. Também não podemos deixar os pais sem férias e vamos manter o diálogo com os professores. Nós também queremos que eles ganhem bem", destaca.
“É importante dizer que nós temos 91% do piso integralizado. Eles estão compreendendo a situação e sabem que o prefeito não agiu de má fé", explica Olarte, demonstrando que a intenção é estabelecer um acordo.
Mesmo se recusando a reajustar os salários da categoria em 8,46%, Olarte reitera que isso ocorrerá futuramente. "Nós precisamos agir nos seis primeiros meses remanejamos recursos e agora nós estamos fazendo os ajustes necessários. Mas a partir de janeiro vamos entrar em outro momento".
Casas
Nem todas as famílias foram contempladas com as casas porque algumas pessoas ficaram devendo documentações específicas. Os beneficiados não pagarão pelo imóvel porque se trata de recurso de fundos perdidos.







