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segunda, 19 de abril de 2021
COVID CONFLITO
Geral

Pressionado por judeus, padre tira 'câmara de gás' de texto em protesto contra Bolsonaro

Ministro das Relações Exteriores do Brasil e de Israel condenaram o uso do termo

07 março 2021 - 17h16Por Thiago de Souza

O padre Júlio Lancelloti se viu obrigado a retirar o termo ‘’câmara de gás a céu aberto’’, de um texto que servia de protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. 

O religioso é um dos líderes do manifesto contra o presidente da República no combate à pandemia da covid-19. O pedido para retirar o termo partiu da comunidade judaica. 

Lancelloti é coordenador da Pastoral do Povo de Rua e, ainda no sábado (6), excluiu o termo apontado como ofensivo ao povo judeu. 

“Ele foi retirado, embora alguns judeus tenham ajudado a escrever. Mas alguns acham que o assunto do holocausto é algo privado, que não deve ser comentado fora do grupo judaico”, disse Lancelloti ao Poder360.

Os ministros das relações exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, e o de Israel, Gabi Ashkenazi, condenaram neste domingo (7) a comparação com o Holocausto. O Movimento Judaico Apartidário também condenou à alusão ao nazismo.

Protesto 

O ato contra Bolsonaro se deu por meio de um manifesto, assinado por religiosos, artistas e intelectuais de todo o País, e já contabiliza mais de 30 mil assinaturas. Leia a íntegra do texto modificado:

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança.” Hannah Arendt
O Brasil grita por socorro.

Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista.