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Primeira fase do Revalida apresenta índice baixo

Exame

4 NOV 2013
Agência Brasil
06h20min
Foto: Reprodução

Em 2013, estudantes  de instituições de países estrangeiros  tiveram, o pior percentual de aprovação na primeira fase da avaliação, 9,72%, no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por instituições  de Educação Superior Estrangeiras (Revalida).  Segundo o resultado, dos 1.595 candidatos, 155 passaram para a segunda etapa. Em 2011, os aprovados na mesma fase foram 14%, em 2012, foram 12,5%.

O Revalida avalia conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Na primeira fase é aplicada uma prova objetiva de múltipla escolha e questões discursivas nos turnos da manhã e da tarde.

A parte objetiva tem 110 questões retiradas de um banco de itens e elaboradas por professores de universidades que aderem ao exame. As questões descrevem quadros de enfermidades e o estudante tem que escolher ente itens com opções de diagnóstico, exames e medicamentos recomendados. As questões discursivas são cinco e seguem a linha da objetiva. A segunda fase é uma prova prática, com a simulação de atendimentos médicos usando atores e manequins.

O Revalida não é a única alternativa para os médicos formados no exterior revalidarem o diploma no Brasil. As universidades públicas podem aderir ao exame ou fazer um processo próprio de revalidação, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Este ano, 37 instituições aderiram ao exame.

De acordo com o  Inep, responsável pela aplicação do exame, a avaliação foi criada como uma estratégia de unificação nacional do processo e é referência de utilização de parâmetros igualitários da formação médica no país, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Medicina.

Pela lei do Programa Mais Médicos, os profissionais com diploma estrangeiro não precisam  revalidá-lo para trabalhar no programa. Contudo, após o fim do contrato, se o médico quiser trabalhar no país, precisará passar pela revalidação. 

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