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Produção de artefatos em couro é opção de trabalho remunerado a reeducandos do Centro de Triagem

06 outubro 2016 - 19h01Por Assessoria

Parceria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) com uma empresa de artefatos em couros leva trabalho digno e remunerado a reeducandos do Centro de Triagem “Anísio Lima” (CT), na Capital.

Na unidade, os custodiados já estão produzindo correias para abas de chapéus e, em breve, irão atuar também na confecção de copos e cantis, dentre outros materiais.

Inicialmente, quatro reeducandos trabalham na oficina, mas a intenção é que, pelo menos, 20 internos sejam aproveitados. Pelo trabalho, cada detento recebe o valor equivalente a ¾ do salário mínimo vigente, o que atualmente corresponde a R$ 660,00, além de um dia de remição na pena a cada três de serviços prestados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.

A parceria foi firmada com a empresa Folhas do Pantanal, da cidade de Rio Verde, após contato feito pela direção e servidores da unidade prisional com os empresários. Para estabelecimento do termo de cooperação mútua, uma reunião foi realizada entre os proprietários da empresa, o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, o diretor de Assistência Penitenciária, Gilson Martins, o chefe da Divisão de Trabalho da Agepen, Rossandro Ramalho e o diretor do CT, Alírio Francisco do Carmo, com a participação da agente penitenciária Ângela do Carmo, que ajudou a intermediar o contato com a empresa.

De acordo com o diretor do Centro de Triagem, a parceria representa um marco para a unidade prisional, já que é a primeira oficina instituída no local por meio de parceria com empresas. Segundo ele, está sendo construído no local um espaço próprio para a instalação de oficinas, o que foi possível graças à readequação na estrutura de segurança do presídio. “Com isso, poderemos ampliar os trabalhos dentro desta parceria, bem como propiciar o estabelecimento de novos convênios, aumentando as oportunidades de trabalho aos custodiados”, ressalta Francisco.

Conforme o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, estimular a implantação de frentes de trabalho em todas as unidades do Estado é uma necessidade e um objetivo permanente da instituição. “Quanto mais internos estiverem trabalhando, melhor para o sistema prisional e para a sociedade, porque isso aumenta as chances de ressocialização e devolve pessoas melhores à sociedade”, afirma Stropa.

Em Mato Grosso do Sul, são 162 parcerias da Agepen, com instituições públicas e privadas, que possibilitam a ocupação de mão de obra prisional, conforme destaca o diretor de Assistência Penitenciária da instituição, Gilson de Assis Martins. “Temos, atualmente, quase 40% de nossos custodiados trabalhando, sendo mais da metade em atividades remuneradas, graças a parcerias como essa com a empresa Folhas do Pantanal”, finaliza.

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