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quarta, 28 de outubro de 2020
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Produtores rurais questionam laudos de indenizações e devem solicitar revisão

Conflitos Rurais

20 fevereiro 2014 - 07h00Por Aline Oliveira

No próximo dia 27 de fevereiro termina o prazo para que os produtores rurais de Mato Grosso do Sul avaliem e deem resposta ao governo federal, sobre os laudos de indenização entregues e nos quais estão avaliados o valor da terra nua e das benfeitorias de 30 propriedades invadidas.

 

A soma total é de 15 mil hectares e a primeira proposta oferecida pela Funai (Fundação nacional do Índio) é de R$ 78 milhões. Um dos proprietários com terras invadidas na região de Sidrolândia, é o produtor Ricardo Bacha (fazenda Buriti) que não aceitou a proposta feita por sua propriedade.

 

“Estamos estudando uma proposta de contratar outra equipe para reavaliar as benfeitorias das terras, porém, é inadmissível a proposta do governo. As propriedades avaliadas valem mais do que R$ 150 milhões, entre área e benfeitorias. Além disso, nos deram prazo de apenas trinta dias para avaliar os documentos”, relata.

 

Bacha explica que primeiro serão analisados os custos para contratar outra equipe e quanto tempo irá demorar para rever o trabalho realizado pelo órgão federal. “Iremos avaliar a viabilidade de mais este gasto, mas é nitido que o estudo apresentado está incorreto. Temos pressa de resolver a situação, porém, não entregaremos nossas propriedades a ‘preço de banana’. Nós não queremos vender nosso patrimônio, quem quer comprar é o governo federal”, argumentou.

 

Novas Invasões – Enquanto o processo se arrasta, foi confirmada nesta quarta-feira (19) a invasão de mais três propriedades no Estado, agora na região de Bodoquena, feita pelos índios Kadiwéus. A informação foi divulgada pela Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul) e as propriedades invadidas são vizinhas a uma área considerada propriedade indígena. No entanto, integram a Colônia Bodoquena, que é um assentamento onde estão reunidas pequenas propriedades rurais criadas a partir de um projeto do Governo Federal na década de 1970.

 

Segundo relato do advogado dos produtores, José Amaral Júnior que também teve a propriedade invadida, os indígenas realizaram as duas primeiras invasões em setembro de 2012, na Estância Amaralina e Tarumã. "Eles, cortaram a cerca que dividia as propriedades e disseram que as terras pertenciam aos índios. Agora há um casal ocupando as duas áreas", afirma Amaral. A terceira invasão ocorreu em junho de 2013, quando a Chácara Recanto também foi tomada pelos indígenas.

 

A estância Amaralina, primeira a ser invadida, tem 148 hectares. A Tarumã, invadida no mesmo dia, tem área de 24 hectares, e a Chácara Recanto possui 55 hectares. Além destas, há ainda a Estância Campos Verdes, de 35 hectares, que sofre ameaça de invasão. "Já acionamos a Justiça, mas ainda não obtivemos nenhuma resposta. Além das três propriedades invadidas, há outra área com constantes ameaças de invasão", finaliza o advogado.

 

Com informações da Assessoria Famasul

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