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Produtores rurais recebem apoio de bancada federal dos Democratas

Conflitos indígenas

6 DEZ 2013
Aline Oliveira
20h00min
Bancada democrata na Acrissul: Paulo César Quartiero, Luiz Henrique Mandetta e Ronaldo Caiado Foto: Willian Leite

Na tarde desta sexta-feira (6), os produtores rurais e entidades representativas do setor rural como Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul )e Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul) estiveram reunidos com deputados federais do partido Democratas (DEM), Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), Paulo César Quartiero (DEM/RR) e Ronaldo Caiado (DEM/GO).


O encontro antecede o movimento 'A união faz a força do Campo', que culminará no encontro de produtores rurais com importantes membros da bancada federal em Brasília, e no leilão da resistência, suspenso na última quarta-feira (4), pela 2ª vara da Justiça Federal em Campo Grande.


Segundo o presidente da Acrissul, Francisco Maia o movimento está firme e o leilão está em plano secundário, já que o objetivo principal do encontro realizado amanhã (7), é buscar apoio da bancada federal de Brasília. "O leilão não é o movimento, mas faz parte dele, o que buscamos é estar próximos de quem nos representa na câmara e no senado. Quando se vive um período difícil como o nosso, nada melhor do que estar junto de quem nos defende", alegou.


Já o presidente da Famasul, Eduardo Riedel reforçou que a categoria já solicitou recurso e aguarda o parecer positivo ou negativo, para então definir o que será feito com relação ao leilão da resistência. "Queremos deixar claro que o movimento não é o leilão, mas estamos lutando juridicamente pelo nosso direito democrático de realizá-lo. Queremos promover uma conscientização política e esclarecer de uma vez por todas, que não trabalhamos com milícia nenhuma. Estas palavras foram declaradas com leviandade aos órgãos de imprensa da Capital", reforçou.


Convidados Ilustres - O encontro realizado na Acrissul contou com a presença das principais lideranças dos produtores e um dos representantes de Mato Grosso do Sul na câmara, o deputado federal, Luiz Henrique Mandetta (DEM). Na oportunidade, o parlamentar reforçou o apoio aos produtores rurais e criticou as negociações do governo federal na questão da demarcação de terras. "Estamos aqui para atender o chamado dos produtores que anseiam por uma voz nacional. Nosso objetivo é buscar a pacificação deste conflito que acontece em todos Estados brasileiros, com exceção do Rio Grande do Norte. No entanto, o que observamos é um ministro da Justiça com medo e exitante que deixa a sociedade à mercê de movimentos que na realidade não sabemos claramente de onde vem", analisou.


Já o representante de Roraima, deputado Paulo César Quartiero alertou que o governo federal vem utilizando a questão ambiental e indígena para impedir o crescimento do país. "Ontem era o MST, hoje são os indígenas, amanhã podem ser os quilombolas. Quantos grupos mais este governo vai criar para emperrar o fortalecimento do setor agropecuário? Quero lembrar que meu Estado foi o laboratório experimental para iniciar as invasões e nós após 11 anos de luta perdemos as terras que nunca foram indenizadas. Se vocês forem hoje a Roraima, nas áreas em que os índios ficaram verão que eles foram abandonados lá, sem apoio, e estão numa situação muito pior do que antes", declarou.


Já o líder dos Democratas na câmara, Ronaldo Caiado pontuou que as invasões de terra em Mato Grosso do Sul revelam um cenário de desobediência civil e desordem, causando uma imagem negativa para investidores interessados na região. "Conflitos entre produtores e indígenas, invasões, violência, tudo isso afugenta os investidores, que perdem o interesse em fazer negócios aqui. O governo federal precisa garantir aos cidadãos, a condição de direito a propriedade, assim como em outros setores".


Na ocasião, Caiado comentou a decisão da juíza Janete Lima Miguel que suspendeu o leilão realizado para ajudar nas despesas feitas pelos produtores que estão sem trabalhar e querem acompanhar as etapas do processo de demarcação das terras invadidas, na capital federal. "Me causou muita estranheza, a decisão do poder judiciário do Estado, já que é um direito privado e democrático. Já participei e promovi vários leilões e nunca sofri represálias. Isso porque os recursos sempre foram declarados e vindos de fonte lícitas. Os produtores nunca receberam dinheiro de organismos internacionais e de fontes escusas, é isto que quero evidenciar", acrescentou o parlamentar.

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