Um grupo de 500 professores tomou conta da Avenida Afonso Pena no final da tarde desta terça-feira (14). Após uma assembleia na ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), os professores decidiram marchar rumo à prefeitura da Capital, na tentativa de pressionar o prefeito Gilmar Olarte (PP).
A reivindicação é sobre o aumento de 8,46% no salário dos professores, que hoje é de R$ 1.564,97, que passaria para R$ 1.697,37, fazendo com que Campo Grande cumprisse a Lei do Piso Nacional.
Na ACP, os professores ouviram as considerações do advogado do sindicato, sobre as medidas judiciais e sobre uma possível improbidade administrativa em caso de descumprimento da Lei. Após as discussões, a categoria resolveu marchar até a prefeitura, na tentativa de ter mais uma conversa com o prefeito Olarte.

Várias escolas dispensaram os alunos para que os professores participassem da assembleia. “Se o nosso querido prefeito Gilmar Olarte não resolver a situação, vamos com certeza paralisar as nossas atividades educacionais, agora no começo do próximo mês, dia 3 de novembro”, afirmou o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, Geraldo Alves.

Para a professora Rosângela Costa, 38 anos, o reajuste já estava como certo. “O reajuste foi aprovado na época do Bernal, já estava concedido e aprovado. Iria começar agora em outubro e novembro já receberíamos com o valor reajustado”, disse a professora.
Já o professor Jaime Vaz Pereira, 55 anos, disse que acha difícil Olarte cumprir o acordo de reivindicação salarial já que a prefeitura está no vermelho. “A proposta do prefeito até agora tem sido parcelar os 8,46%. O que eu acho engraçado é que ele (Olarte) aprovou o salário dos vereadores, mas o nosso está enrolado sair, por isso resolvemos marchar até aqui”, disse Jaime.
Lei Federal Nº 11.738
Instituída em 16 de julho de 2008, a Lei do Piso Nacional, regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Contudo, apesar de já ter sido promulgada há mais de 6 anos muitas cidades no Brasil não cumprem a Lei Federal.







