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Programa de Recuperação de pastagens é apresentado em Seminários em Naviraí e Nova Andradina

Profissionais da rede de assistência técnica rural tiveram oportunidade de interagir com equipe da Sepaf

18 NOV 2016
Assessoria
15h39min
Foto: Divulgação

A equipe da Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), que trabalha com o Programa Estadual de Recuperação de Pastagens Degradadas (Terra Boa), realizou nos dias 16 e 17 nos municípios de Naviraí e Nova Andradina dois seminários, cumprindo o cronograma estabelecido.

Nesta fase a equipe que trabalha na articulação e mobilização agentes técnicos e prestadores de serviços de apoio à produção, conta com o apoio do Banco do Brasil e Sindicatos Rurais.

Nos dois municípios, os participantes puderam conhecer, com alto nível de detalhamento, o programa governamental, que objetiva recuperar e manter a capacidade produtiva de áreas com pastagens degradadas que, incluindo diferentes graus de degradação, estima-se que sejam cerca de 9 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul.

Segundo o engenheiro agrônomo Rafael Alves, coordenador do Programa, o que se busca com a recuperação dessas áreas, é promover o aumento da produção e da produtividade, ampliar a competitividade do agronegócio, fortalecendo as cadeias produtivas.

A redução dos eventuais passivos ambientais e mitigação da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs) também são metas que o programa pretende alcançar.

Rafael explica que o programa, que tem como meta recuperar, em cinco anos, dois milhões de hectares de pastagens degradadas por meio da integração pecuária-lavoura, pecuária-lavoura-floresta, pecuária-floresta e pela renovação da pastagem pela pastagem, tem como indutor do processo de desenvolvimento sustentável, o Governo do Estado, que atuará direta ou indiretamente, em um conjunto de iniciativas que constituem os componentes do programa, que são a mobilização e capacitação, assistência técnica, financiamento, infraestrutura e logística e incentivos fiscais.

Conforme Rafael, os impactos econômicos esperados são: aumento da capacidade de suporte das pastagens de 0,8UA para até 2,4UA/ha; incremento da produção de 7,6 milhões de toneladas de grãos; 768 mil toneladas de carne; 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar; 17,7 milhões de m3 de madeira resultando em um incremento do valor bruto da produção da ordem de 12 bilhões.

“Já com os impactos sociais espera-se a geração milhares de novos postos de empregos e qualificação de mão de obra, aumento da renda nas propriedades rurais, melhoria da qualidade de vida e melhoria do IDH nas regiões de economia deprimida”. Completou, lembrando que em termos ambientais, espera-se a recuperação do potencial produtivo dos recursos naturais; redução, em cinco anos, da emissão de gases de efeito estufa – GEEs da ordem de 20 milhões de toneladas de CO2 equivalente e redução da demanda pelo crescimento horizontal da ocupação das áreas do Estado.

O produtor rural interessado em participar do programa, deverá indicar o técnico que elaborará o projeto e que prestará a assistência técnica e, ambos, deverão cadastrar-se, por meio eletrônico, junto ao site da Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), no link do PROGRAMA TERRA BOA.

Maiores informações poderão obtidas ainda na Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar – SEPAF pelo telefone 3318-5000.

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