Tribunal de Contas
(67) 99826-0686
Camara - marco

Projeto brasileiro possibilitará produção de vacina para exportação

Exportações

28 OUT 2013
Aline Oliveira
19h52min
Divulgação

Foi anunciado hoje (28), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha que um projeto aprovado pelo governo federal na ordem de R$ 1,6 bilhão possibilitará a produção da vacina dupla contra rubéola e sarampo exclusivamente para exportação. Está incluído na proposta a construção de uma fábrica de vacinas e medicamentos do laboratório Bio-Manguinhos/ Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

 

A expectativa do governo é que sejam exportadas 30 milhões de doses da vacina a partir de 2017, sobretudo para a África, pelo menor preço mundial, US$ 0,54. O anúncio foi feito nesta segunda, durante o 9º Encontro Grand Challenges, que reúne pesquisadores de todo mundo para discutir soluções inovadoras e de impacto à saúde pública.

 

O projeto inclui também, a parceria com a fundação americana Bill & Melinda Gates, maior fundação filantrópica do mundo que pertence ao empresário Bill Gates. A entidade comprará as vacinas da Fiocruz para doá-las a países pobres. Além disso, a parceria prevê o investimento de US$ 1,1 milhão para o desenvolvimento e a pesquisa clínica da vacina.

 

Atualmente, o Brasil exporta diferentes tipos de vacinas para 75 países. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece 25 tipos de vacinas e 96% delas são de produção nacional. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou que a nova planta vai quadruplicar a produção de vacinas no país.“Vamos elevar nossa capacidade de produção que hoje é de cerca de 150 milhões de doses por ano de vacinas para 650 milhões de doses por ano”, explicou.

 

O fato da  Fiocruz já produzir a tríplice viral MMR (caxumba, sarampo e rubéola) facilitará o desenvolvimento da nova formulação segundo ele. “Mas cada formulação é uma nova vacina e apresenta novos desafios. Então é um produto novo que será desenvolvido inteiramente com tecnologia e competência nacional que vai responder uma demanda central do ponto de vista mundial”. A tríplice viral não foi cogitada no acordo, pois a caxumba não é uma doença fatal na maioria dos países que hoje necessitam da vacina dupla contra a rubéola e o sarampo.

 

Fonte: Agência Brasil

Veja também