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Projeto Florestinha comemora 24 anos atendendo 500 crianças em situação de risco

No ano passado as crianças do Projeto Florestinha levaram orientações de educação ambiental e preservação da natureza a 11.862 estudantes

25 novembro 2016 - 15h25Por Assessoria

Esta semana o Projeto Florestinha, programa de acolhimento e de educação ambiental da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, está completando 24 anos, com atuais 500 atendimentos de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, em sete municípios do Estado.

Criado inicialmente para minimizar problemas ambientais na reserva ambiental do Jardim Presidente, em Campo Grande, o projeto desenvolvido através da Polícia Militar Ambiental é hoje referência em acolhimento e encaminhamento de jovens carentes e em situação de risco, bem como na multiplicação da educação ambiental.

No ano passado as crianças do Projeto Florestinha levaram orientações de educação ambiental e preservação da natureza a 11.862 alunos das escolas de Mato Grosso do Sul e de acordo com a sargento Eveny Cristiane Lino Parrela, que é subcoordenadora do Projeto, este ano o número de atendimentos irão superar os 20 mil.

O projeto é transformador não apenas por conscientizar cada vez mais pessoas para a necessidade de preservar o meio ambiente, mas principalmente por fazer com que crianças carentes vivam dias melhores, acreditem no futuro e tenham chances reais de chegar a uma universidade e se tornar um profissional de sucesso.

O jornalista Willian Leite é um dos inúmeros casos de sucesso do Projeto Florestinha. Filho de lavadeira e caçula de três irmãos, na infância se viu sozinho em casa e com uma liberdade que por várias vezes resultou em dores de cabeça para a mãe, que trabalhava dia e noite para sozinha sustentar os filhos. “Ela não tinha com quem nos deixar, ficávamos sozinhos em casa e criança você sabe como é”, lembra.

Essa história que poderia ter final trágico foi transformada quando o jornalista conheceu o Florestinha. Acolhido pelo Projeto ele ganhou incentivo e apoio para melhorar na escola e concluir o ensino médio. Aos 16 anos, idade limite para permanência no programa, foi encaminhado ao mercado de trabalho como Agente Jovem, passou no vestibular para jornalismo, concluiu a faculdade e hoje trabalha na área.

“Eu não tinha a menor noção de cidadania, tinha medo e era inseguro quanto ao futuro e o Florestinha representou uma mudança de vida. Me deu um norte para que eu seguisse adiante e conquistasse todos os meus sonhos. O Willian que sou hoje devo em muito ao Florestinha que, com amor e respeito, me mostrou o que me levaria ao sucesso ou ao fracasso”, diz emocionado.

Para a sargento Eveny, exemplos reais como o do jornalista Willian Leite só reforçam a importância do Projeto Florestinha e contribuem para uma maior dedicação dos alunos que vivenciam na prática a hierarquia e a disciplina militar, que proporciona mudanças diárias e uma melhor formação social, cultural e ambiental. “Eles ampliam as possibilidades e horizontes com informações novas, seja para a vida profissional ou na formação moral e cívica”, garante.

As atividades de educação ambiental do Projeto Florestinha envolvem oficinas de reciclagem de papel, visitação ao museu de animais e peixes empalhados (taxidermizados), palestras sobre fauna e flora, pesca e atropelamento de animais silvestres, apresentação de teatro de fantoches, com peças sobre questões ambientais e o ciclo das águas e reflorestamento com o plantio de mudas e orientações sobre o uso sustentável dos recursos naturais.

Todas essas atividades são desenvolvidas pela coordenação do Projeto Florestinha, a frente da qual está o tenente-coronel Ednilson Paulino Queiroz, juntamente com as crianças e adolescentes atendidos, que recebem ainda no contraturno escolar reforço das matérias da grade curricular, esportes, atividades de leitura e conhecimento cultural e refeições, lanches e almoço.