Atrair clientes e deixar Campo Grande com uma “cara de Capital”, mais moderna e valorizando suas tradições, é o que a população espera há muito tempo. Apesar de ter sido estabelecido em 2010 pela lei complementar 161, já foram quatro anos da criação do Plano de Revitalização da Área Central de Campo Grande - Programa Reviva o Centro, mas até agora, nada de concreto foi feito. Tudo indica que a promessa de execução será 2015.
O Plano de Revitalização do Centro envolve mais de 90 ações estratégicas e tem a finalidade de proteger o patrimônio histórico e cultural, valorizar o espaço público e a economia da região, fomentar eventos e atividades de lazer, além de fortalecer a administração pública nas áreas de fiscalização e monitoramento. De acordo com a assessoria da prefeitura, a Orla Morena, Praça Ary Coelho, Estação Ferroviária e revitalização do Mercado Municipal são alguns exemplos de investimentos do Plano de Revitalização do Centro. O fundo destinado para Programa ainda não foi implementado e a receita obtida ao longo deste período foi para o caixa- único da Prefeitura.
Com isso, se passaram alguns gestores e o problema continua. Quando assumiu a administração da cidade, Gilmar Olarte (PP), divulgou que uma das suas primeiras ações seria se inteirar sobre o Programa Reviva o Centro e garantir o andamento do mesmo. Desde então, representantes de todos os segmentos envolvidos na área central discutiram, juntamente com a prefeitura, projetos e estudaram ações para transformar a região.

Após muitos encontros, a revitalização não foi possível ser colocada em prática. “Sabemos que há algumas dificuldades técnicas que resultam na demora da execução do Programa. Mas o problema é que isso virou uma novela, passam gestões e políticos, eles cobram adequações do setor privado, mas as obras públicas não são feitas”, contou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro.

Foto: Deivid Correia
Apesar da demora, a população de Campo Grande e os empresários estão ansiosos com a conclusão dos projetos, porque sabem que serão beneficiados com a valorização do Centro. “Acho que foi um conjunto de acontecimentos do passado, que está estourando tudo agora. A falta de verba deve-se pela falta de planejamento. Mas já fui informado que no primeiro trimestre do ano que vem teremos a resolução do projeto. O começo das execuções devem iniciar no ano que vem, o que beneficiará a população”, concluiu otimista Polidoro..







