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VÍDEO: cratera engole caminhonete após temporal

Segundo Secretaria de Infraestrutura, uma “rede de drenagem clandestina e não cadastrada” provocou a erosão do solo

24 outubro 2018 - 10h01Por Da redação / Metrópoles

Durante chuva nesta terça-feira (23), uma caminhonete foi engolida por cratera que se abriu na Rua 4 de Vicente Pires, no Distrito Federal. Desde a semana passada, com o fim da estiagem, relatos de inundação, alagamentos e quedas em buracos mostram a dimensão do caos enfrentado pelos moradores da região.

Um casal de idosos estava no veículo. Os vídeos (veja abaixo) chocam e mostram o risco que as vítimas correram. Cleiton dos Santos estava no local e auxiliou no resgate do motorista e da passageira. Segundo ele, foi preciso fazer uma “corrente” para tirá-los dentro da Nissan Frontier.

“Foi coisa de minutos. Poderia ter sido uma tragédia maior. Ouvimos o estrondo e fomos ver do que se tratava. Quando vimos, juntamos 10 pessoas, meu chefe segurou meu braço e fizemos a corrente”, contou.

O aposentado Oswaldo José, de 76 anos, dirigia a caminhonete. A mulher, Maria Marlúcia, 53, estava no banco do passageiro. Moradores da Rua 6, em Vicente Pires, os dois agradeceram a ajuda da população. “Havia um engarrafamento e, de repente, o carro foi sugado. Precisei ficar calmo”, disse.

Oswaldo diz conhecer os problemas da região administrativa, mas “não esperava que fosse virar a vítima da vez”. “A gente nunca imagina que isso possa nos acontecer. Minha esposa me avisou que o chão estava, a caminhonete caindo e não soube o que fazer. Foi um susto muito grande”.

Segundo a esposa, Maria Marlúcia Pereira Silva, 53, o casal pouco se lembra dos “momentos de terror”: “Me recordo que a chuva estava grossa e não vimos sinal de buraco no chão. Lembro que duas pessoas me puxaram e me tiraram do carro”.

Uma escavadeira da empresa que faz obra no local içou o veículo do buraco. De acordo com o administrador regional de Vicente Pires, Charles Guerreiro, são realizadas obras de galeria na pista e em decorrência das chuvas a via não pode ser asfaltada, contribuindo para que o chão cedesse:

“A abertura pequena que já existia cedeu. Com o peso, o carro abriu uma vala e caiu”, explicou. De acordo com ele, a construtora responsável pela obra pagará pelos danos.