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Retomada de Corumbá, fato decisivo na Guerra do Paraguai, é celebrada na Câmara Federal em Brasília

Exatos 152 anos atrás forças brasileiras expulsaram da cidade tropas paraguaias, que haviam dominado a área em 1865

13 JUN 2019
Celso Bejarano, de Brasília
13h30min
Sessão foi realizada nesta quinta-feira, dia de Santo Antônio Foto: Celso Bejarano

Sessão histórica promovida na manhã desta quinta-feira (13), na Câmara dos Deputados, celebrou os 152 anos da retomada de Corumbá, episódio ocorrido numa das mais sangrentas batalhas no continente sul-americano que envolvera o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

 

Em 1865, na primeira etapa da guerra, tropas paraguaias invadiram Corumbá e a população da cidade fugiu para outras regiões, principalmente Cuiabá, hoje a capital de Mato Grosso.

 

Dois anos depois, em 13 de junho de 1867, sob o comando do tenente-coronel do Exército, Antônio Maria Coelho, depois de um duelo armado que durou ao menos seis horas, a guarda brasileira retomou a região, expulsando de lá os guerreiros paraguaios.

 

A sessão desta manhã ocorreu por iniciativa do deputado federal Doutor Luiz Ovando (PSL).

 

Participaram da audiência, além do parlamentar, a deputada federal Bia Cavassa (PSDB), o deputado federal Fábio Trad (PSD), a deputada federal Rose Modesto (PSDB), o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, (PSDB) e o ex-senador Pedro Chaves, que hoje ocupa em Brasília cargo no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), com status de secretário. Paula Mourão, mulher do vice-presidente da República Hamilton Mourão, também participou da cerimônia.

 

No período da invasão paraguaia, quem não fugiu de Corumbá ou foi aprisionado ou assassinado pelas tropas inimigas.

 

Durante a sessão foi exibido um vídeo com historiadores contando sobre a retomada da cidade tida hoje como a capital do Pantanal. A força que agiu na retomada de Corumbá saiu de Cuiabá (distância de 1 mil km), em maio de 1867 e chegou à cidade Branca, como é conhecida, um mês depois. À época, embora não haja registros detalhadas, as mulheres agiam na linha de frente da guerra, que começou em 1865 e durou até 1870.

 

 

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