sexta, 23 de janeiro de 2026

Busca

sexta, 23 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Geral

26/12/2014 18:00

Retrospectiva 2014: Crimes virtuais chocam sociedade campo-grandense

Investigação

Com um ar de capital pacata, com aspecto interiorano, Campo Grande começou a registrar alguns crimes de emboscadas virtuais, onde as vítimas são envolvidas pelos criminosos através da internet para a morte. Foi um ano cheio de acontecimentos e trabalhos investigativos por parte das Polícias Civis e Militares, para desvendar os crimes.

Em abril um crime bárbaro comoveu milhares de pessoas,um jovem empresário ficou desaparecido após tentar vender o veículo em um site de compras.  Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos, não teria suspeitado em momento algum que estava caindo em uma emboscada. Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos, conseguiu persuadir a vítima e atraí-la até o local do crime sem levantar suspeitas no Bairro São Jorge da Lagoa, com a ajuda de mais dois comparsas e uma adolescente.

 Foto: Geovanni Gomes

Foram quase duas semanas de intenso trabalho comandado pela Delegada titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Maria de Lurdes Cano, para conseguir chegar até os autores.  Inicialmente o objeto de roubo era um VW Golf, prata, que após o assassinato foi descaracterizado e teve a placa adulterada, situação que levantou diversas investigações até mesmo para a máfia da placa fria.

Mas a criminalidade na cidade não diminuiu após um trabalho árduo dos investigadores, o último caso envolvendo a tecnologia como emboscada para roubos foi o assassinato do professor Francisco Borges da Silva, de 40 anos, o Chico, como era conhecido.

Conforme o titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios, delegado Edilson dos Santos, os autores confessaram e deram detalhes da barbárie que fizeram com a vítima. Marcelo Villalba Rodrigues, de 23 anos, e Clayton Cabral da Silva, de 25 anos, vulgo "gordão", disseram que marcaram um encontro com a vítima via WhatsApp, onde iriam manter uma suposta relação sexual. Só que Francisco não sabia que o plano era roubar o veículo VW Gol, dele.

 Foto: Geovanni Gomes

O professor marcou o encontro e passou para pegar em um ponto Marcelo que estava a pé. Por WhasApp, Marcelo avisou Francisco que levaria um “primo”. O professor concordou, pegou os garotos e todos foram para a Pousada.

Chegando ao quarto, Marcelo se ofereceu para fazer uma massagem em Francisco e pediu para que ele deitasse na cama. “Foi nesse momento que Marcelo deu uma gravata no professor”, disse o delegado. A gravata foi forte que atingiu a laringe do professor que teve ainda sangramento.

Constatando a morte, os autores colocaram Francisco no carro e se encaminharam com o corpo para a BR-163, há 6 quilômetros da rotatória saída para Cuiabá.

E nesse contexto de atrações virtuais até as crianças acabam virando vítima pela inocência depositada naquele que está do outro lado. Hoje em dia, basta colocar um nome na busca da internet, que é possível obter informações sobre uma pessoa ou objeto. “A exposição acaba sendo ruim, demonstra os seus hábitos e atrai o interesse dos criminosos. O ideal é expor menos, não caracterizar lugares, nem demonstrar detalhes, deve-se escrever apenas o necessário e saber com quem está conversando. Saber com quem a gente fala é essencial. No mundo virtual é pior ainda, porque as pessoas mentem facilmente”, explica o delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Wellington de Oliveira.

Quem não se recorda do "compulsivo sexual", Valdeir José Rodrigues, 36 anos, que foi preso em flagrante na tarde de 3 de novembro, por volta das 14 horas, por aliciar uma menina de 10 anos, pela rede social Facebook, em Campo Grande. Durante sua prisão em frente a suposta escola de ballet da vítima, no Vila Nasser, acabou confessando que é viciado por "sexo virtual".

Casos chocantes como esses fazem a sociedade entrar em alerta. “As estatísticas comprovam e nós percebemos o aumento dos crimes de calúnias, injúrias, invasão de privacidade e outros, com o advento da internet. Houve realmente um incremento de imagens não autorizadas, principalmente, fotos nuas. Vivemos em um verdadeiro Big Brother. É monitoramento em todo local, portanto, a palavra de ordem é cautela, porque todo mundo pode ser um cinegrafista amador”, salienta o delegado.

Ambos os casos foram solucionados e os bandidos responsabilizados, mas a vida não volta e o consolo da justiça não traz o ente querido ao convívio familiar.

Matérias na integra: 

'Erlon não suspeitou que estava em uma emboscada', diz delegada

'Não era para ter morrido ninguém nessa história', diz assassino do empresário Erlon

Quadrilha planejou friamente a morte do empresário Erlon afirma, delegada

Professor Chico foi atraído pelo WhatsApp por falso encontro e jovens matam com gravatada

'Tarado virtual' alega vício ao ser preso por aliciar menina de 10 anos

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias