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Seguranças que mataram jovem em balada vão a júri popular

Vítima questionou o valor de R$ 15 a mais na sua comanda

19 outubro 2019 - 10h15Por Nathalia Pelzl

Os seguranças e donos do comércio onde Lucas Martins de Paula, de 21 anos, foi espancado em Santos, no litoral de São Paulo, vão a júri popular. A vítima foi espancada em julho de 2018 depois de questionar o valor da sua conta de consumo no estabelecimento.

Lucas morreu alguns dias após ser espancado. Eles serão julgados pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A decisão é do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP)

A data do júri ainda não foi definida, caso sejam condenados, os réus poderão ser condenados até 30 anos de prisão e o juiz decidiu manter a prisão preventiva dos acusados até o julgamento.

O caso

Lucas foi agredido na madrugada do dia 7 de julho de 2018, no Baccará Backstage, localizado no bairro Embaré.

De acordo com o pai da vítima, ele teria ido ao caixa para pagar a conta, quando notou a cobrança de uma bebida a mais, no valor de R$ 15, na comanda, e resolveu reclamar. Os seguranças foram chamados e a confusão teve início.

Devido as agressões, o jovem ficou internado, em coma induzido, mas no dia 29 de julho de 2018, após 22 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não resistiu ao quadro grave e faleceu, conforme informações do site G1.