Sem receber por horas extras feitas de janeiro a março de 2014, funcionários do Hospital Universitário iniciaram nesta terça-feira (3) uma série de mobilizações. Cerca de 20% dos trabalhadores do setor administrativo e de saúde do HU paralisaram suas atividades por hoje, mas o indicativo de greve por tempo indeterminado não está descartado.
Os trabalhadores exigem que a direção da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) cumpra o que foi determinado pelo Ministério Público Federal (MPF) em março do ano passado.
Na ocasião, a 1ª Vara Federal de Campo Grande/MS determinou que a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) restabelecessem o pagamento dos plantões hospitalares imediatamente. A liminar foi deferida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, (MPF) contra a EBSERH e a UFMS com o objetivo de impedir o fechamento de leitos da unidade e reestabelecesse o pagamento em até seis meses.
Em setembro de 2014, os funcionários do hospital deflagraram greve de 30 dias pelo cumprimento da medida, mas nada foi feito. Em novembro do último ano, uma comissão de servidores esteve em Brasília, acompanhados da reitora Célia Maria Silva Correa, para uma audiência com representantes do Ministério da Educação.
A reitora teria se comprometido a pagar as horas extras atrasadas em duas parcelas dentro do orçamento de 2015. Até o momento, apenas uma parcela foi paga. “Nós estamos esperando até agora pelo pagamento e nada, nem previsão de pagamento”, conta a funcionária do setor de nutrição do HU, Ana Maria da Silva. A instituição pagou apenas 120 horas em atraso de cada funcionário, no entanto, há servidor com mais de 350 horas extras em atraso.
Anailza da Silva Dias, também funcionária do hospital, explica que nem a primeira parcela foi paga corretamente. “Nós tivemos uma grande surpresa, recebemos um valor bem abaixo do que deveria ter sido pago. Isso não foi o combinado”. Ela afirma que a categoria não descarta uma paralização por tempo indeterminado nas próximas semanas.
Campanha salarial - A pauta dos servidores do HU é apenas uma da lista de reivindicações do o Sista (Sindicato dos Trabalhadores das instituições federais do Estado de Mato Grosso do Sul. Eles realizaram nesta terça-feira a adesão à campanha salarial nacional.
O objetivo é pressionar medidas que beneficiem os trabalhadores estejam contempladas no orçamento de 2016. “Nós não estamos com grandes expectativas salariais para este ano, nossa luta é garantir que a partir de 2016 consigamos avanços”, explica o coordenador geral do Sista, Márcio Saravi.
A categoria aguarda um ano de cortes e sucateamento nas Universidades Brasileiras já que 46% da verba destinada ao Ministério da Educação foi cortada pelo governo federal.







