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sábado, 08 de agosto de 2020
Linha de frente - compet
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Sem solução, deputados de MS patinam sobre questão dos entregadores de app

Os que aderiram às plataformas pedem mais direitos e condições de trabalho

11 julho 2020 - 13h30Por Rayani Santa Cruz

Pelo menos dois deputados de MS ainda não têm projetos de lei e repensam sobre o que fazer para solucionar problemas dos entregadores de aplicativos, que exigem melhor condição de trabalho e direitos trabalhistas.

Na semana passada, entregadores delivery de todo o Brasil fizeram paralisação e buzinaço nas ruas. Em Campo Grande, o movimento foi tímido, mas chamou atenção. Também chamada de "escravidão moderna", eles não têm vínculo empregatício com ninguém e, entre outras coisas, reclamam de falta de segurança e valor por corrida.

Para o bolsonarista Luiz Ovando (PSL), a demanda dos trabalhadores surgiu com a pandemia, onde os indivíduos também buscaram outras alternativas de trabalho para alavancar a renda. E, com isso, houve aumento de pedidos, corridas e verificação de que os ganhos já não eram tão interessantes.

Sem projeto de lei, ou pensamento formado sobre o assunto, o parlamentar admite que o trabalho deles advêm do liberalismo econômico. Ele enxerga com reserva o assunto e diz que vai estudar mais. “Diante da necessidade, as pessoas realizam mais esse serviço, e o explorador passa pouco dinheiro. Lei não resolve isso, o que resolve é a ética e honestidade de cada empresa. Vejo com muita reserva essa situação, que é transitória, e gostaria de apelar para os empresários que utilizam esse serviço. São seres humanos trabalhando e, às vezes, com fome porque está entregando o lanche, mas não comeu o dia todo”.

Reunião

Mesmo achando a reivindicação legítima, o deputado Dagoberto Nogueira (PDT) acredita que haja dificuldade para uma intervenção do Congresso Nacional. Ele diz que, por ser atividade da iniciativa privada, projetos de leis, no momento, podem não passar por questões de constitucionalidade. Mesmo assim, o parlamentar afirmou que agenda uma reunião com líderes do movimento na Capital.

“É legitima a manifestação e eu reconheço, mas muitos trabalham com aplicativos de empresas internacionais e temos de encontrar mecanismos legais para ajudar. Minha equipe já agenda uma reunião com eles, para primeiro a gente saber das dificuldades e ver o que pode fazer”, explicou. 

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