Sequestrada e internada à força pela filha e pelo genro desde o dia 6 de fevereiro, a idosa Maria Aparecida Paiva afirma que vê motivação financeira nos crimes cometidos pelo casal e afirmou ter ficado desesperada diante da possibilidade de ser submetida a uma internação em uma clínica psiquiátrica, no Rio de Janeiro.
Patrícia de Paiva Reis, a filha, e Rafael Machado, o genro, foram presos na última sexta-feira (24).
Segundo o G1, Maria afirma que "estava saindo do banho e uma ambulância, na mesma calçada, me pegou e me jogou dentro da ambulância. O rapaz falou: "Nós vamos pra Petrópolis, porque lá é melhor'. Mas quem tá fazendo isso? Sua família. Eu fiquei desesperada, gritando, gritando. Chegamos em Petrópolis, me botaram num quarto, trancado, sem janela, sem nada e eu fiquei lá três dias", lembra ela.
Depois, ao receber a visita da filha, ela achou que iria para casa, mas era apenas para fazer uma transferência para outra instituição.
Ao G1, a idosa comenta que acredita que a motivação principal seja raiva, por ela ter denunciado a filha por maus-tratos contra os netos e, além disso, crê também em motivação financeira.
"Tem questão financeira envolvida também, porque ela tem medo de perder a pensão do filho dela e se essa denúncia vai pro processo ela perde, porque o pai está pedindo a guarda do filho", acrescentou.
Também ao G1, ela contou que no dia da internação da mãe, a filha já teria alugado o apartamento dela para o Carnaval.
"Olha, eu fico muito triste [disso tudo o que está acontecendo vir da própria filha]. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Isso é tão verdadeiro, envolvido no dinheiro, porque no dia que ela me botou na clínica, ela contratou duas faxineiras, limpou meu apartamento e já alugou o apartamento".
"Não tenho raiva, só tristeza", concluiu.
Ficha corrida
Entretanto, Patrícia, a filha de Maria Aparecida já tem algumas passagens pela polícia, pelos crimes de estelionato, extorsão e furto em veículo, além de responder a processo por calúnia, entre os anos de 2019 e 2020.
Além disso, ela também é investigadada, conforme o G1, em dois processos, nas delegacias do Catete e do Leblon, sob suspeita de falsas acusações contra ex-namorados enquadrados na Lei Maria da Penha, simulando, inclusive, descumprimento de medidas protetivas, enviando cartas a si mesma, conforme suspeitas da polícia.
A mulher teria tentado internar a mãe no dia 27 de janeiro, pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não conseguiu porque a equipe não constatou problemas com Maria.







