Sexta-feira, dia 13, é uma data que traz à tona muitos sentimentos. Há quem teme o período, pessoas que criam superstições, outras que até gostam do dia e os indiferentes. Para refletir sobre este tema, o TopMídia News fez questão de abordar sobre essas lendas e tentar entender como surgiu este misticismo que envolve a data, e que pode refletir na vida de muitas pessoas.
O dia provoca superstições e cria mitos, trazendo novos ícones de azar, como gatos pretos, espelhos quebrados e escadas mal posicionadas. Uma parcela significativa da população da América do Norte e da Europa se comporta diferente, em toda sexta-feira 13. Nesse dia, muitos não entram em aviões, não promovem festas, não se candidatam a vagas de empregos, não se casam, nem iniciam um novo projeto, e alguns evitam até sair de casa, não indo trabalhar.
No Brasil, há algumas pessoas que agem da mesma forma, por outro lado, há quem diga que a data pode trazer é sorte, como é o caso de alguns empresários que fazem questão de fechar negócios envolvendo o número.
Tudo bem que para a numerologia, o número 12 é considerado algo mais completo, como por exemplo, 12 meses no ano, 12 apóstolos de Jesus ou 12 constelações do Zodíaco e outros. Já o 13, para alguns especialistas, é considerado um número irregular, que representa infortúnio.
Origem
Conforme um levantamento histórico, ainda não se sabe ao certo, mas a origem mais conhecida sobre a data está no cristianismo. Estudiosos acreditam que Jesus Cristo teria sido crucificado numa sexta-feira, logo após celebrar uma ceia que reunia 13 participantes, ou seja, ele e os doze apóstolos. Mesmo sem provas, há indícios também de que a crucificação teria acontecido em uma sexta-feira 13.
Mas além disso, há outras possíveis versões. Uma possibilidade é que a maldição da sexta-feira 13 esteja ligada ao processo de cristianização dos povos bárbaros no início do período medieval, quando eles invadiram a Europa. Tudo ocorreu porque antes de serem cristãos, os bárbaros eram politeístas e tinham grande adoração por Friga, deusa do amor e da beleza. A lenda diz que uma das estratégias da Igreja Católica para que o processo de conversão fosse bem sucedido, foi demonizar Friga como uma bruxa que, toda sexta-feira, se reunia com o demônio e onze feiticeiras para rogar pragas contra a humanidade.
Outra justificativa interessante é que tudo tenha surgido a partir da mitologia. Uma história de origem nórdica conta sobre um grande banquete, em que o Deus Odin convocou uma reunião com outras doze grandes divindades. Loki, o deus da discórdia e do fogo, teria ficado furioso por não ter sido convidado e provocou uma confusão generalizada. A tal reunião resultou na morte de uma das mais belas divindades conhecidas, Balder. A moral da história é que um encontro com 13 pessoas sempre termina em tragédia.
Boatos e lendas a parte, a única explicação viável é que todo mês iniciado no domingo, de dia 1º, tem sua sexta-feira 13, o que geralmente acontece ao menos uma vez por ano. O resto dos fatos, superstições e teorias ficam por conta do misticismo de cada um.







