TJMS SETEMBRO e outubro
Menu
quarta, 20 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
senar 18/10 a 21/10
Geral

Sites de apostas esportivas aumentam seus investimentos em MKT e presença no Brasil

A concorrência no mercado de apostas esportivas e cassinos online é gigante em todo o mundo, com players de diversos países

28 setembro 2021 - 11h07Por Vinícius Squinelo

As apostas esportivas já é um hobby entre os brasileiros há vários anos. Os mais velhos certamente vão lembrar da zebrinha no Fantástico, toda noite de domingo. Mais recentemente, sites de apostas internacionais passaram a operar no Brasil por causa do enorme potencial do mercado brasileiro. Se você também gosta de se divertir dando seu palpite nos mais diversos esportes, clique aqui para conhecer os principais sites de apostas que operam no Brasil.

Depois que Michel Temer, então Presidente da República, assinou a medida provisória nº 846 que regulamentou as apostas esportivas no Brasil, em dezembro de 2018, o interesse desses sites pelo país foi redobrado e, por isso, passaram a buscar um maior posicionamento no mercado investindo em publicidade nas mídias tradicionais – como a televisão – ou com estratégias de marketing digital.

A concorrência no mercado de apostas esportivas e cassinos online é gigante em todo o mundo, com players de diversos países. Como o Brasil ainda não limitou o mercado, com a geração de licenças e regulamentações mais exigentes, há uma enorme presença de plataformas, com suas diferenças, pontos fracos e fortes.

O investimento em publicidade e estratégias de marketing visa criar um diferencial entre uma empresa e outra, construindo uma ideia de imagem e, também, aumentar o engajamento e melhorar o relacionamento com os clientes.

A forma mais tradicional de publicidade para as empresas de apostas esportivas é a televisão, em canais de esporte como a ESPN. Além do investimento em tempo de televisão, há também a compra de espaço nos uniformes das equipes de futebol, que segue sendo o esporte dominante no país. Apesar de ser um número que caiu nos últimos anos, segundo pesquisa de 2018 do Nielsen Sports, 60% dos brasileiros se interessam por futebol. Por isso, ter 19 dos 20 uniformes das equipes da Série A com um patrocínio de casa de apostas é significativo. O São Paulo Futebol Clube foi além, fechando o maior patrocínio máster de sua história, com a Sportsbet.io.

Outra forma que essas empresas encontraram foi se unir a atletas e ex-atletas e criar programas de afiliados que contemplam sites, influenciadores e aplicativos. Os programas de afiliados são uma estratégia muito usada no exterior, mas que no Brasil ainda não é tão conhecida. O objetivo é que mais pessoas se tornem embaixadoras de uma marca. Então é criada uma plataforma de monetização que permite que um influencer que tem um canal no YouTube, por exemplo, coloque um link de uma casa de apostas que ele é afiliado. Assim, cada clique das pessoas e conta criada gera um retorno para esse afiliado. Só nos Estados Unidos, segundo o site Statista, a renda gerada com marketing de afiliados deve chegar a 8 bilhões em 2022.

Regulamentação pode abrir o jogo

Todo o setor vive na expectativa pela regulamentação do jogo após a medida provisória assinada pelo ex-Presidente Michel Temer. O processo ainda não foi finalizado, tendo ultrapassado o prazo de dois anos previsto – mas ainda dentro da prorrogação prevista – e as discussões seguem.

Até lá, a situação segue nebulosa e muitas empresas ainda se movem com limitações, usando como estratégia, por exemplo, a criação de sites de conteúdo para os quais essas empresas direcionam suas propagandas oficiais, já que ainda não podem se apresentar como plataformas de apostas.

Até tudo ficar às claras, essas empresas seguem atuando com licenças de outros territórios e sem uma sede oficial no Brasil, deixando um potencial de geração de empregos e de tributos sem ser explorado.

Com uma regulamentação moderna e inteligente, é possível ter ganhos – preocupando-se também com a segurança no jogo e a questão do vício – e ainda movimentar diversas indústrias, inclusive a do marketing, que já está aproveitando o avanço desse setor, mas que ainda pode ser mais ativada.