Confesso que dá até tristeza escrever essa coluna. Afinal, a última postagem foi uma receita alemã, lotada de esperanças e empolgação para chegarmos à final da Copa do Mundo, da NOSSA Copa do Mundo. Não deu... e foi feio! Claro que não foi a receita que deu azar, mas que ela desceu com um gostinho amargo, desceu.
Mas, como boa brasileira que sou, a gente sempre arranja um jeito de voltar a sorrir e fica com um fundinho de esperança de talvez, quem sabe, levar ao menos o terceiro lugar. Ok, ok, não vai ser fácil passar pela Laranja Mecânica. É até complicado escolher para qual time apostar no bolão.
Por isso mesmo, a receita de hoje tem função dupla. Uma sobremesa holandesa divina para a gente se fartar em comemoração à vitória, ou para a gente se consolar em caso de derrota. O doce tem esse aspecto bombril de confortar ou alegrar.
Antes da receita,vou falar um pouquinho sobre a culinária da Holanda. Aliás, você já ouviu falar em prato típico holandês? Não vale o famoso bolinho da erva que é vendido por toda Amsterdã e leva milhares de turistas e visitarem aquela terra. Aliás, dizem até que o prato principal holandês é o turista, do tanto que tem.
Mas ao contrário de seu futebol, a gastronomia holandesa não tem tanta força assim. Lá você consegue encontrar bons restaurantes de cozinha indiana, tailandesa, francesa, africana e italiana. E a comida típica, afinal?
Com muita batata e muita carne, geralmente feita em casa, existem alguns pratos populares, como o “Stamppot”, um purê de batatas e outros vegetais, e também o “Erwtensoep”, uma sopa de ervilhas com bacon. A batata frita com muita maionese é também extremamente popular e onipresente nas ruas e botecos holandeses.
Já a parte da confeitaria é uma pouco mais rica por lá. Os “stroopwafels” são uma combinação de dois biscoitos com recheio de caramelo que deixam os mercados e feiras livres impregnados de um aroma doce inebriante. Provavelmente originário de Gouda, é um deleite tradicional e obrigatório para quem visita o país, além de ser o presente ideal para trazer de volta para casa, por aguentarem bem a viagem.
As tortas também são famosas por lá, sendo a de maçã e a de arroz de leite as mais consumidas. E eu escolhi essa última para abrilhantar a coluna de hoje. Fácil de fazer e irresistível! Já pode preparar para aguardar o jogo, com os dedos cruzados e torcendo para que ela faça sua função de servir como comemoração.
Ah, só para constar, a famosa Torta Holandesa só existe mesmo pelas bandas de cá, tipo o brasileiríssimo pão francês que não se vende em Paris.
Torta holandesa de arroz de leite (Rijstevlaai)
- 250 gramas de farinha
- 15 gramas de fermento
- 1 dl de leite
- 20 gramas de manteiga macia
- 20 gramas de açúcar
- Uma pitada de as
Para o recheio:
- 500 ml de leite
- 200 gramas de quirela de arroz
- 1 ovo
- 2 colheres de chá de essência de baunilha
- 30 gramas de açúcar
Misture a farinha com o fermento e o leite, amasse a manteiga cremosa, o açúcar e o sal até obter uma massa macia. Cubra e deixe crescer até dobrar de tamanho.
Enquanto isso, lave o arroz até que as lavagens fiquem claras. Traga-o para ferver no leite. Em seguida, deixe ferver por vinte minutos ou até o arroz ficar macio. Reserve para deixar esfriar. Separe o ovo e misture a gema com a baunilha e o açúcar. Bata a clara em neve; em seguida, coloque-a cuidadosamente sobre o arroz.
Pré-aqueça o forno a 190°C. Abra a massa fazendo um grande círculo e coloque-a em uma forma de torta. Recheie com a mistura de arroz. Asse na grelha do meio por 30 minutos. Retire a torta, deixe esfriar por 10 minutos, em seguida, remova-a da forma.
Depois de fria, sirva-a como está ou cubra com uma camada de chantilly e chocolate.
P.S.: confira essa e outras receitas da cozinha holandesa no site www.holland.com







