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Telexfree propõe à Justiça devolver dinheiro, mas continuar em atividade

Pirâmide Financeira

9 JAN 2014
Caarapó News
21h00min
Divulgação

A Telexfree diz ter apresentado à Justiça uma proposta na última quarta-feira (8) que prevê a devolução dos recursos investidos pelos associados, conhecidos como divulgadores, contanto que a empresa, bloqueada, possa continuar em atividade.

 

O Ministério Público do Acre (MP-AC) pede a dissolução do negócio, pois entende que o esquema se trata de uma pirâmide financeira. A prática é crime no Brasil e, portanto, não pode ser motivo de acordo. A divulgação da proposta desencadeou uma troca de acusações entre a empresa e a promotora Alessandra Marques, responsável pelo caso.

 

Na terça-feira (7), Carlos Costa, um dos diretores da Telexfree, apresentou, em um vídeo postado na página oficial da empresa numa rede social, a ideia de devolução dos recursos com continuidade das atividades como um "TAC" (sigla para Termo de Ajustamento de Conduta), e jogou para o MP-AC a responsabilidade por não aceitá-lo. "A empresa está se propondo a devolver o dinheiro dos divulgadores e continuar no mercado trabalhando", disse Costa. "Pirâmide financeira não existe".

 

O TAC é um instrumento pelo qual empresas investigadas pelo Ministério Público firmam compromissos de mudança de atitude com vistas a evitar uma ação judicial.   Acontece que, pela legislação, quem tem competência para propor um TAC é a promotoria, e não o réu no processo. Condutas ilegais, como os promotores entendem ser o caso dos negócios da Telexfree, não podem ser motivo de acordo.

 

Fonte: Fatima News

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