A família da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, 48 anos, que morreu em um acidente com um helicóptero no Amazonas, aguarda desde o dia 29 de maio deste ano a chegada do corpo para fazer o velório e enterro na Capital.
Conforme o filho, Yuri Fernandes de Souza, o corpo dela está em uma câmara frigorífica do Hospital de Exército Brasileiro de Tabatinga no Amazonas. A demora para a liberação do corpo é devido a espera do resultado dos laudos de DNA que estão sendo feitos em Brasília/DF.
O corpo da Luzia ficou completamente irreconhecível por causa da queda do helicóptero, que causou a morte dela e mais quatro ocupantes. A morte foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), no dia 03 de junho, após o desaparecimento do helicóptero em uma área de floresta no interior do Amazonas.
A aeronave prestava serviços para a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e Casai (Casa de Saúde Indígena) e tinha saído de Atalaia do Norte em direção a Tabatinga. Os destroços do helicóptero foram encontrados a aproximadamente 40 quilômetros de Tabatinga.
Luzia trabalhava como enfermeira na Sesai e morava na Capital e em Coxim. Yuri explicou que a mãe Luzia trabalhava 40 dias e tinha 20 dias de folga que passava na casa na Capital para ficar com os três filhos e netos. No dia do acidente ela acompanhava a remoção de emergência de uma indígena grávida, que seguia da tribo Pentenquinho para uma unidade hospitalar na cidade de Tabatinga.
A Polícia Federal pediu para a família fazer o exame de DNA. “O corpo da minha mãe ficou irreconhecível e pediram para algum dos filhos fazer o exame para reconhecer a origem. As amostras para análise de DNA foram recolhidas e encaminhados para um laboratório de Manaus e agora a Polícia Federal disse que foram encaminhadas para serem feitos os laudos em Brasília. Não consigo mais contato devido o delegado da Polícia Federal da cidade em que ela morreu ter trocado de número. Queremos somente fazer o velório e sepultamento”, critica o filho Yuri.






