Hoje (21), às 20h03 pelo horário de Mato Grosso do Sul começa oficialmente o verão. E segundo os meteorologistas do Estado, será bem mais chuvoso do que o normal, seguido de chuvas passageiras e a sensação de abafado, quente a úmido. A estação mais quente do ano se estende até 20 de março de 2015, em seguida o começa o outono.
Conforme o meteorologista da Anhanguera Uniderp, Natálio Abraão, as temperaturas mínimas estarão mais altas do que as registradas nos verões passados. “Esse verão será bem atípico, registrando as temperaturas em elevação e as mínimas bem mais altas que as normais já registradas”, alertou Abraão.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a chegada de uma frente fria, no sul do Estado, o que provocará chuvas, trovoadas e ventos fortes. Amanhã (22) essa frente avança rapidamente sobre todas as regiões, deixando o tempo instável, com chuvas eventualmente fortes.

E na terça-feira (23), a frente fria já começa a deixar o Estado, o que provocará mudanças para a região norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. Chuvas isoladas no centro-leste, mas com nebulosidade em diminuição.
As chuvas de verão, popularmente chamadas, a partir de hoje serão mais intensas, porém com curta duração, e quase que diárias. A explicação para isso é o aumento da temperatura do ar sobre o continente. Os temporais são carregados de trovoadas e rajadas de vento, o que causa as pancadas de chuva, característica da estação.
Comum à ocorrência de veranicos, nessa época, onde o período de estiagem com duração pode chegar de 7 a 15 dias. Um levantamento histórico desta época do ano do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul, (CPTEC-MS) as chuvas variam de 109 a 300,9 milímetros, ou seja, um volume bem superior do que já ocorreu neste mês de dezembro, 118,6 milímetros, que ocasionou vários estragos na Capital.
O meteorologista Natálio Abraão explicou ainda que, há risco de temporais e tempestades no extremo do Norte do Estado, entre as cidades de Pedro Gomes, Sonora e Coxim, devido a um reforço de umidade da Amazônia o que potencializa as nuvens com trovoadas, raios e rajadas de vento pela região.








