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terça, 18 de maio de 2021
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Geral

Vereador defende morte de cachorros de rua durante sessão e gera revolta

Eu, se passar por cima de um cachorro, nem olho pra trás, disse o parlamentar

23 abril 2021 - 09h48Por Dany Nascimento

O vereador Eli Corrêa (DEM) foi o único parlamentar presente a votar contra um projeto de lei para conscientizar crianças sobre a proteção aos animais e chamou atenção por defender a morte de cachorros de rua.

 A declaração foi feita durante votação na Câmara Municipal de João Pinheiro (MG), na última segunda-feira (19). 

A ação, conforme o G1, revoltou defensores pela causa animal em todo país.

"Cachorro de rua pra mim é perder tempo. Eu, se passar por cima de um cachorro, nem olho pra trás", disse o legislador.
"Cachorro na rua... não é lugar de cachorro não. Cachorro de rua tem que matar", disse o vereador. 

O projeto de lei 79 de 2021 é de autoria do vereador Alexandro Vieira dos Santos. A proposta, referente ao mês de prevenção a crueldade contra os animais, acabou sendo aprovada por 11 votos a favor e um contra.

"Senhor presidente, eu quero falar um pouco. Esse negócio de cachorro está me incomodando", discursa Corrêa, acrescentando já ter visto "três pessoas morrerem de leishmaniose de cachorro e gato".

Corrêa adotou o argumento dos riscos de animais passarem doenças aos humanos, como a leishmaniose visceral, que é transmitida a partir da picada de insetos. Se um cachorro estiver infectado e um inseto picá-lo, então este mesmo inseto poderá transmitir a doença para uma pessoa através de também uma picada.

"Cachorro de rua que vier com toda banda aí, com problema de doença, trazendo problema de saúde para a população", disse Corrêa. "Cachorro de rua é proibido de estar na rua tentando os outros. Pessoa até morre com a mordida de um cachorro. Tinha que matar ele no tiro, no cacete".

O deputado federal Fred Costa (Patriota-MG), que adota a bandeira da causa animal, manifestou indignação perante ao posicionamento do vereador Corrêa e informou, por meio de rede social, ter feito uma representação ao Ministério Público de seu estado sobre o caso, além de uma queixa na Polícia Civil com o objetivo de, segundo ele, levar o vereador à prisão "em cumprimento à lei Sansão", de sua autoria.