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Vídeo: vizinha é indiciada após xingar de 'retardado' filho autista de músico do Molejo

'Depois que o autismo virou moda, retardado mudou de nome', disse a mulher se referindo a criança

14 setembro 2021 - 14h02Por Rayani Santa Cruz

Após supostamente chamar o filho autista do baterista do grupo Molejo, George Valentin, 7 anos, de “doente” e “retardado”, uma vizinha da família foi indiciada e poderá responder pelo crime de injúria por preconceito. O Código Penal prevê pena de um a seis meses de detenção ou multa.

Segundo o Metrópoles, o episódio aconteceu na quarta-feira (8), na área da piscina do condomínio em que Jimmy Molejo mora com a esposa e o pequeno, na Taquara, na zona oeste do Rio de Janeiro. A mãe, Cristiane Sales, contou que tudo começou após ela chamar a atenção de uma senhora que brigava com uma criança perto dali. Irritada, a mulher teria questionado se ela era “mãe daquela criança doente” e apontou em direção à piscina, onde estava o menino.

“Ela começou a questionar meu grau de parentesco com a criança que eu estava defendendo, e depois, começou a disseminar ódio voltado ao meu filho, se referindo a mim como mãe de alguém ‘com problemas’, ‘doente’. E tentei explicar que o George não é doente, ele é autista. Fiquei muito surpresa, porque ao tentar orientar, ela respondeu que ‘depois que o autismo virou moda, retardado mudou de nome’. Disse que eu tinha ‘recalque’ por não ter um filho ‘normal'”, disse.

A mulher também teria proferido xingamentos a Jimmy, chamando-o de “negro”, “pagodeiro” e “favelado”. Segundo o boletim de ocorrência registrado por Cristiane na 32ª DP (Taquara), a senhora disse que “poderia fazer o que quisesse, pois estava amparada pelo Estatuto do Idoso”. A filha da idosa chegou a ir até o local e pedir que as falas da mãe não fossem “levadas em consideração” devido à idade.

Cristiane afirmou que está é a primeira vez que o filho é discriminado desta maneira, e que a família coleciona mais momentos felizes do que tristes. “Nunca enfrentamos isso. Pelo contrário, já passei por situações de solidariedade, de pessoas que me ajudaram. Uma vez, estávamos no shopping e ele teve uma crise. Uma senhora parou tudo, tirou o salto e a bolsa e deitou no chão junto com ele. Já presenciei outros casos, mas quando foi com meu filho, me senti ‘pequena'”, desabafou.

 

Veja o vídeo: