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Isolamento impede acesso a vítimas nas Filipinas, diz Cruz Vermelha

Tempestade

12 NOV 2013
Da Redação
11h58min
Foto:AP

A dificuldade de acesso às vítimas e outros problemas logísticos estão prejudicando a assistência aos afetados pela passagem do tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas na última sexta-feira causando até 10 mil mortos, segundo estimativas. A vice-chefe da delegação do Comitê da Cruz Vermelha Internacional nas Filipinas, a brasileira Graziella Leite Piccolo, classificou a situação como "avassaladora".


Ao anunciar nesta terça-feira uma campanha mundial para arrecadar US$ 301 milhões para ajudar as vítimas do Haiyan, a chefe de operações humanitárias da ONU, Valerie Amos, admitiu que problemas logísticos estão atrapalhando a ajuda às vítimas.

Nova tempestade - A ONU acredita que mais de 11 milhões de pessoas foram afetadas pela passagem do Haiyan e que 673 mil tiveram que deixar suas casas nas Filipinas. O relato das vítimas revela a gravidade da situação. As ruas estão com corpos em decomposição e há pressa em enterrar os mortos em valas comuns. Faltam água, comida e alimentos.

Após uma onda de saques, não há mais de onde conseguir recursos, e os sobreviventes adotam medidas extremas, como filtrar água suja das poças com camisetas de algodão. A Cruz Vermelha possui mantimentos e água potável para sustentar até 5 mil famílias por três dias nesta área do país, mas boa parte desses recursos ainda não foi totalmente disponibilizada às vítimas pela falta de acesso a elas.

A passagem pelas Filipinas de uma nova tempestade, Zoraida, também causa temores de que ocorram novos estragos e ainda mais atrasos na chegada de ajuda às vítimas do Haiyan.A depressão tropical está passando pelo sul do país, provocando chuvas em algumas regiões afetadas pelo tufão, mas perdeu força nas últimas horas.

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