(67) 99826-0686
PMCG - Prestação de contas

Senadores ouvem relato dramático sobre tratamento das vítimas da Boate Kiss

Quase um ano

2 DEZ 2013
Redação
11h42min
Foto: Reprodução

Depois de relatar o drama que passou ao cuidar das vítimas do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), há cerca de um ano, a  médica Solange Garcia advertiu os integrantes da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da urgência em se adotar um programa de atendimento a pessoas intoxicadas. O programa teria os moldes daquele criado há 20 anos para salvar vidas de cidadãos picados por cobras e outros animais peçonhentos.

Segundo Solange, assim que constatou a intoxicação por cianeto, ela lutou "incansavelmente" para que fosse importado um antídoto. No entanto, as autoridades médicas e o governo demoraram a perceber a necessidade da compra desse medicamento. Quando, por fim, o remédio chegou a Santa Maria, 19 vidas foram salvas.

A Comissão de Direitos Humanos debate nesta manhã as consequências do incêndio na boate Kiss e os desdobramentos do caso na Justiça. A tragédia deixou 242 mortos e 116 feridos, sendo o segundo maior incêndio no Brasil em número de vítimas, e foi causada pelo uso de um sinalizador aceso dentro da casa noturna, segundo as investigações.

Além de Solange Garcia, que é professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), participam do debate Tarso Monteiro Abrahão, coordenador-Geral da Força Nacional do SUS do Ministério da Saúde; Luis Antonio Camargo de Melo, procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho; Adherbal Alves Ferreira, presidente da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia na Boate Kiss; e Alex Monaiar, coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (RS); além de representantes do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Os interessados podem participar enviando perguntas e sugestões pelos canais de comunicação interativa do Senado, pelas redes sociais e pelo Alô Senado, ligando para 0800 61 22 11 (ligação gratuita).

Fonte: Agência Senado

Veja também