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16/08/2014 18:32

Vítimas do ebola cruzam fronteiras e Guiné reabre clínica

Ebola

As autoridades de Guiné anunciaram neste sábado (16) que reabrirão uma clínica especializada no tratamento do ebola no sudeste do país porque pessoas infectadas na Libéria e na Serra Leoa vêm entrando no país em busca de melhor tratamento.


Guiné ocidental, o primeiro país da região a ser afetado pelo vírus fatal que já matou mais de 1.100 pessoas, afirma ter conseguido controlar a epidemia. A preocupação é que as más condições de combate e ela nos países vizinhos faça com que seu progresso reverta.


"Nos preocupa a extensão da fronteira com a Serra Leoa e a Libéria, especialmente Macenta e Pamelap", disse Sakoba Keita, do Ministério da Saúde de Guiné, referindo-se a cidades fronteiriças. "Os guineenses que estão lá e são infectados ficam propensos a voltar a Guiné em busca de melhor tratamento", ele afirmou, dizendo que o sistema de saúde liberiano está sucateado.


Quatro novos casos suspeitos foram registrado em Macenta, na região do Gueckedou, a cerca de 15 quilômetros da fronteira com a Libéria. Agora, segundo Keita, o país pretende reabrir sua clínica especializada em ebola na região.


Altamente contagioso, o ebola mata mais da metade dos infectados e causa febre, hemorragia e falência dos órgãos. Ao menos 380 morreram de ebola no Guiné, embora o número de novos casos em 12 e 13 de agosto fosse baixo: apenas nove, contra 116 na Libéria e 27 na Serra Leoa, segundo a Organização Mundial da Saúde.


As remotas regiões rurais de Gueckedou, ao lado de Lofa, na Libéria, e Kenema, na Serra Leoa, foram onde o ebola chegou com mais violência. Os três governos concordaram em criar uma ampla zona de quarentena, com controles rígidos de acesso, embora trabalhadores dos serviços humanitários digam que é possível cruzar fronteira por trilhas na selva.


A Libéria, onde o número de casos cresce mais rápido, afirma que seu sistema de saúde está sobrecarregado. Os médicos Sem fronteiras dizem que sua clínica em Foya, cidade vizinha a Lofa tem 40 camas para 137 pacientes.


No começo da semana, o líder da comissão de ebola em Guiné disse que três mil pessoas aguardavam em 17 pontos de fronteira pelo autorização para entrar no país. Cada um precisa ser examinado por uma equipe médica e os que apresentam febre são isolados.


O Programa Mundial de Alimentação disse que pretende entregar mantimentos na região, na próxima semana, como parte de um plano de alimentar mais de um milhão de pessoas que vivem lá. "A ideia é evitar que daqui a um mês tenhamos, além de uma crise de saúde, uma crise de fome", disse a porta-voz Fabienne Pompey.

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