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In Memoriam

há 1 mês

Ari se foi, mas sua voz segue viva na história do hip-hop de Mato Grosso do Sul

Descrito como generoso, humilde e de coração bom, rapper deixa saudade entre fãs e amigos

A cena do hip-hop sul-mato-grossense se despediu, no dia 8 de abril, de um de seus nomes mais respeitados. Mas o legado de Aristides Rodrigues Farias Neto, o Ari, segue nas ruas, nas rimas e na memória de quem cruzou seu caminho.

Com 43 anos, Ari era morador da Vila Marli, na região norte de Campo Grande. Ele integrou grupos importantes como Provérbio de Rua, MS 03 e Vadios 67, sendo reconhecido como representante da velha escola do hip-hop. Mais do que isso, tornou-se referência para novas gerações, ajudando a manter viva a cultura nas ruas.

Entre amigos e parceiros de caminhada, a lembrança vai além do artista. Ari era descrito como alguém de coração leve, sempre disposto a ajudar, arrancar risadas e fortalecer quem estava por perto. Um nome respeitado não só pelo talento, mas pela forma como tratava as pessoas.

Um dos integrantes do movimento comenta como a perda deste nome após outras duas torna tudo muito mais desafiador para a cena de Mato Grosso do Sul. "A gente não está vivendo uma época fácil. Ano passado perdemos o Bolinho e o Flynt, que eram um dos fundadores do hip Hop agora perdemos Aristides".

Durante a luta contra a doença, a mobilização em torno de seu nome mostrou a dimensão do carinho que conquistou. O movimento hip-hop se uniu, como sempre fez, em apoio. Segundo um amigo, foi reflexo direto do impacto que Ari teve dentro e fora dos palcos.

 

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