João Márcio Escobar, 44 anos, sofreu um infarto e morreu na manhã de hoje (26), no hospital do Penfigo, em Campo Grande. Ele fez a passagem sonhando com Justiça após a morte do filho, Jefferson Bruno Escobar, que foi morto quando retirava o lutador de jiu-jitsu Christiano de Almeida de dentro de uma boate em 2011. Jõao participou de vários protestos em defesa ao filho e aos seguranças de Mato Grosso do Sul.
Desde o dia 2 de Junho deste ano, ele estava internado no hospital devido uma infecção generalizada na perna esquerda. Além do filho Bruno, João tinha uma menina de dez anos e a esposa Siliane Lino da Silva, 31 anos.
Bruno era o segurança da boate que o lutador Christiano estava na noite do crime. Christiano estava causando confusão com o garçom quando Bruno foi retirá-lo da boate e foi morto a socos. Conforme a esposa do João, Siliane Lino da Silva, ele chegou a ficar em coma induzido e passou por cinco cirurgias. No domingo estava falando, consciente e dizia ser uma pessoa melhor. E que agora iria cuidar melhor da saúde. Era diabético. Agitado. A perna esquerda estava vermelha e inchada.
"Temos uma filha de dez anos. Ele vai deixar saiudades. Morreu sonhando com a Justiça e com saudades do Brunão", afirmou ela.
Christiano foi preso logo após o crime e indiciado por lesão corporal seguida de morte. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul permitiu que ele fosse liberado da prisão com várias regras. Não era para frequentar casa noturna após as 22 horas.
O pai de Brunão, João morreu aguardando o julgamento do acusado e sempre defendeu a honra dos trabalhadores (segurança), que eram amigo do filho Brunão. O velório de João será realizado na Avenida Bandeirantes, 795, bairro Amambaí.







