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In Memoriam

Sob aplausos e com muita música, Dama do Rasqueado é sepultada (vídeo)

Último adeus a Delinha foi com homenagens, choro e musicalidade à flor da pele

16 junho 2022 - 17h26Por Vinícius Squinelo

Delinha, a Dama do Rasqueado, uma lenda de Mato Grosso do Sul, foi sepultada no fim da tarde desta quinta-feira (16). A despedida foi triste, como não poderia deixar de ser, mas foi como a cantora viveu: com muita musicalidade.

Sob aplausos, o corpo de Delinha chegou, após cortejo que cruzou as principais ruas de Campo Grande, onde a Dama fez sua moradia em 85 anos de vida. Ela foi velada na Câmara Municipal da Capital, em evento aberto para homenagens de fãs e admiradores.

Na despedida, o rasqueado se fez presente. E melhor do quer ler, é ouvir e ver a homenagem:

 
Sob aplausos, corpo de Delinha é enterrado em Campo Grande

Sob aplausos, corpo de Delinha é enterrado em Campo Grande

Posted by TopMídia News on Thursday, June 16, 2022

Acompanhando tudo, o filho, João Paulo Pompeu, estava muito emocionado, mas afirmou que a mãe se foi em paz

Delinha morreu nesta madrugada após enfrentar uma pneumonia e problemas respiratórios.  Mês passado ela chegou a ser internada por mais de uma semana, mas teve alta. Nesta quinta, infelizmente, não resistiu.

A DAMA

Delinha nasceu Delanira Gonçalves Pompeo, no distrito de Vista Alegre, em Maracaju. O primo, José Pompeu, que depois veio a ser o marido, ''o Delinho'', nasceu no mesmo local. 

Os dois começaram a carreira artística na década de 50, diz o site Boa Música Ricardinho. Eles cantavam em programas de auditório e em festas. Aos poucos, o talento foi percebido pelo público e a carreira deslanchou. 

Já famosos, Délio e Delinha se mudaram para São Paulo, onde atuaram pela rádios Bandeirantes e Nove de Julho. Corajosos, os dois levaram a música do então estado de Mato Grosso Brasil afora. 

O primeiro disco da dupla, chamada de ''O Casal de Onças do Mato Grosso'' foi gravado em 1959. Os sucessos eram o rasqueado ''Malvada'' e ''Cidades Irmãs''. No ano seguinte, veio a gravação do rasqueado ''Prenda Querida'' e a Guarânia, ''Meu Cigarro''. 

Foram vários os discos gravados, até que o casal se divorciou após 25 anos de união. Em 1978, a dupla foi reatada e lançou o disco independente ''O Sol e a Lua'', um dos maiores sucessos da carreira deles. 

Em 1993, segue o site, o incentivo de antigos apoiadores e de uma nova geração de fãs, fez a dupla reaparecer em apresentações públicas. Em 2007, a dupla gravou o CD e DVD em homenagem aos 50 anos de carreira. 

Délio morreu de câncer no pulmão em 2010. Delinha seguiu então fazendo show solo. 

Do casamento entre Delio e Delinha, nasceu João Paulo Pompeu.