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REFIS SAUDE
In Memoriam

Sob aplausos e oração, policial assassinado em plena luz do dia é sepultado em Campo Grande

Mãe, irmão e familiares estavam inconsoláveis

10 junho 2020 - 12h28Por Nathalia Pelzl e Willian Leite

Sob aplausos que duraram cerca de 5 minutos, Jorge da Silva do Santos, 50 anos, foi sepultado no cemitério Jardim da Paz, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande. Ele e o parceiro Antonio Moraes Roque da Silva, 39 anos, foram mortos durante o expediente, na tarde de ontem, no centro da Capital.

Todas as corporações de forças policiais da cidade acompanharam o velório, cortejo e o sepultamento do policial. O trajeto começou na rua 13 de maio, virou Mato Grosso, Ernesto Geisel, Santa Quitéria e seguiu para Hunter Hans, no cemitério.

Em meio a lágrimas da mãe, irmão, familiares e amigos, ‘Jorginho’ como era conhecido, ficará eternizado para aqueles que os amam.

O Delegado geral-adjunto, Adriano Garcia, fez questão de destacar que a unidade no velório e sepultamento do policial faz parte da rotina das forças policiais do Estado.

“Fundamental essa ação conjunta e união de todas as forças policiais neste momento de muita dor. Essa união também é demonstrada no dia a dia diante da resolução rápida dos crimes”.

O Delegado Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, destacou a fatalidade. Antes disso, ele pontuou que as mortes foram ocasionadas devido à Lei de Abuso de Autoridade.

O atirador estava sendo conduzido como testemunha e sem algemas, pois, a casa em que ele fazia segurança foi alvo de furto em seu período de trabalho. 

Segundo Vargas, o vigilante Ozéias Silveiras, de 44 anos, matou os agentes porque estava armado e agiu com estrema covardia não dando oportunidade de defesa às vítimas. Ele não tinha ordem de prisão e era conduzido somente para ser ouvido na Delegacia.

“Não foi utilizado o emprego de algema pelas características. A ação foi normal de condução à Delegacia, até por conta da lei de abuso de autoridade que veda o emprego de algemas às pessoas que não estejam efetivamente presas e que aparentemente não apresentem riscos. E era o que o fato se enquadrava, ninguém esperava essa reação e que o rapaz estivesse armado”, disse o delegado.

Ao final do enterro, um policial civil fez uma oração de despedida.

 

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