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Interior

05/05/2015 08:33

Após ignorar determinação, Justiça não consegue notificar Sindicato dos Enfermeiros de Três Lagoas

Três Lagoas

05/05/2015 às 08:33 |

Com Perfil News

A Justiça de Três Lagoas tenta desde a última sexta-feira (1º) notificar o presidente do Setasp (Sindicato dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem Serviços Públicos de Três Lagoas), sobre a decisão do desembargador, Sérgio Fernandes Martins, que concedeu a antecipação da tutela, determinando a suspensão imediata da greve que ocorre no município, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, em caso de descumprimento sobre a determinação.


Segundo o site Perfil News, o secretário de comunicação da Prefeitura de Três Lagoas, Sebastião Neto no dia 28 de abril, que o presidente do Setasp protocolou junto ao setor de RH da prefeitura, que no dia 1º de maio haveria greve dos enfermeiros no município, em razão da questão salarial. No dia anterior, o sindicato foi chamado para uma reunião para tratar do assunto.


“A prefeitura fez uma proposta de 5% de reajuste salarial, valor que acompanha a inflação no Brasil, mas o sindicato não se pronunciou e o presidente João Carvalho não compareceu alegando que não foi convidado formalmente”, disse Sebastião. A inflação prevista para 2015 está na casa dos 6,54%.


Na quinta-feira (30), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a suspensão da greve por meio de liminar, por entender que o serviço da saúde é essencial para a população e não deveria ser interrompido e que o sindicato não estaria devidamente registrado no Ministério do Trabalho, portanto, sendo ilegítimo para atuar na cidade.


Greve - Os profissionais entraram em greve no dia 1° de Maio, quando paralisaram as atividades e uma pessoa teria morrido por consequência da greve. Em nota à imprensa, a prefeitura do município revelou que vai apurar a morte do rapaz.


“A Administração Municipal apura um óbito ocorrido na madrugada do dia 2 de maio, sábado, de um homem de 27 anos de idade e abriu sindicância interna para investigar possível negligência da equipe de plantão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Embora tenha sido emitida uma liminar pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinando a suspensão da greve, alguns funcionários não cumpriram a determinação judicial, insistindo na paralisação, fato este que também será de apuração pela Prefeitura e que tomará as medidas previstas em lei”, declarou a nota.


Até o momento o Oficial de Justiça não conseguiu notificar nenhum responsável, e principalmente o presidente do Sindicado que não foi encontrado.

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