Lei municipal que transformou a sopa paraguaia como patrimônio imaterial de Dourados, gerou polêmica na internet essa semana. Porém, ao contrário do que se esperava, o 'bairrismo' ficou de lado e os vereadores que propuseram as leis foram bastante criticados por muitos brasileiros nas redes sociais.
O autor do projeto de lei, que foi sancionado pela prefeita Délia Razuk (PR), é o vereador Cirilo Ramão (PMDB). Ele explicou que sua intenção era apenas homenagear a colônia paraguaia, segundo ele, da qual também faz parte.
Ao Dourados News, o parlamentar diz que, em nenhum momento pensou em ‘patentear’ a iguaria. ''Pelo contrário, foi uma forma de oferecer honraria a esses pratos vendidos em bares, restaurantes, supermercados e tantos outros estabelecimentos comerciais de nossa cidade e do Estado", explicou.
Porém, não foi dessa forma que a imprensa paraguaia e as redes sociais interpretaram o caso. No país vizinho, a notícia foi destaque na programação de sites e TV's. Somente em um dos posts no Facebook, houve 85 comentários, sendo que a maioria das pessoas criticava os vereadores de Dourados, que entre outras proposições, tornaram a chipa e o tereré também patrimônio imaterial da cidade.
''Isso é piada, né? Os vereadores de Dourados estão de brincadeira.... só pode! Fiscalizar e fazer o que realmente a população deseja...."nada". Morro e não vejo tudo, mesmo!!'', publicou um internauta. Na sequencia outro jovem questionou os membros. ''Os vereadores não tem mais o que fazer?''.
Outra postagem dizia. ''Agora então não será mais sopa paraguaia e sim sopa douradense ou sopa brasileira? Lutar pelos projetos, asfalto do meu bairro Estrela Vera e Jóquei Clube ninguém luta né, agora mexer no que é dos outros aí sim né, bando de desocupados''.
Houve quem usou do bom humor para mostrar que também não concordava com a medida. ''Daqui a pouco o 2 de Maio [time de futebol de Pedro Juan Caballero] será da cidade de Dourados'', ironizou.
Até um fato histórico envolvendo os dois países foi lembrado pelos colaboradores da postagem. ''Se roubarem o coquyto haverá uma nova guerra entre Brasil e Paraguai'', alertou um usuário. Outro seguiu na mesma linha. ''Não sei como não transformaram a maconha em patrimônio dos brasileiros''.
À imprensa paraguaia, a chefe da Direção Nacional de Propriedade Intelectual do Paraguai, Patricia Stanley, afirmou que pode solicitar a intervenção sobre o fato.







