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sábado, 02 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Interior

Bebê que contraiu leishmaniose duas vezes recebe alta; cães contaminados serão sacrificados

Na região do Bairro Alta Floresta, 70% dos cães estavam com a doença

07 março 2017 - 17h46Por Thiago de Souza com Diário Corumbaense

Uma menina de apenas três anos recebeu alta, nesta terça-feira (7), do Hospital de Caridade de Corumbá, onde estava internada para tratamento contra a leishmaniose. A família deve redobrar os cuidados com a criança, já que esta é a segunda vez que ela contrai a doença. 

Segundo a família, o primeiro caso foi em julho de 2016 quando a menina fez todo o tratamento em Ladário. O segundo caso é recente e obrigou a criança, que agora está fora de risco, a fazer o tratamento em Corumbá.

Conforme a gerente de saúde de Ladário, Keyla Brito, o problema será investigado, mas acha que o problema é natural da cidade que tem vegetação muito densa. ''O quintal da família não tem cães, então precisamos saber onde foi que ela contraiu a doença'', explicou. 

Keyla também informou que já começaram as ações de bloqueio em nove quadras ao redor da residência da vítima, e que nesta terça-feira terá início o estudo entomológico, que é a captura de mosquitos, que será feita em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses de Corumbá. “Esse estudo é que vai indicar como está a infestação do mosquito Palha no local e deve facilitar o levantamento de informações”, explicou.

Depois do estudo entomológico, será feita borrifação com veneno, de acordo com a infestação, para diminuir a população do Flebótomo, que é chamado de mosquito palha, transmissor da leishmaniose. Mas, apesar disso, a população é responsável por fazer o controle, através da limpeza dos quintais e da diminuição da população canina do município, hoje estimada em cerca de 5,5 mil cães.

Nesta terça-feira também, será feito o inquérito canino, que vai levantar quantos cães, na região, estão infectados pela doença. O exame de sangue é feito na hora e o animal doente é encaminhado para o Núcleo de Controle de Zoonoses (NCZ), onde será sacrificado. No Alta Floresta, onde um menino de 2 anos pegou a doença este ano, 70% dos cães da área de bloqueio estavam com leishmaniose.

O maior problema é que a população não tem ajudado no controle das doenças. Os quintais sujos, com folhas ou frutas acumuladas, são propícios para a proliferação do mosquito Flebótomo. O excesso de cães perambulando pelas ruas também é apontado como outro agravante, já que o cachorro é o hospedeiro da doença e, através dele, os mosquitos vão passando o vírus tanto para cães, quanto para humanos.