A Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã, conta a partir de agora com mais 144 vagas para diminuir a superlotação, em reforma de baixo custo que contou com trabalho dos próprios detentos. A ampliação foi de 80%, totalizando 304 vagas, para 450 homens presos na unidade de regime fechado.
A obra, inicialmente orçada em R$ 1,8 milhão, foi feita por R$ 400 mil. O diretor do presídio, Carlos Jardim, explica que o uso da mão de obra dos presos e a utilização de tijolos confeccionados pelos custodiados em atividades de ressocialização foram fundamentais para a eficiência do projeto. A produção dos tilojos chega a mil unidades por dia.
“Já é uma política do presídio focar no trabalho do detento como ressocialização e forma de pagar suas dívidas com a sociedade. O aumento de vagas e a realocação diminui a tensão no local”, avalia.
A reforma também contou com a instalação de um sistema videomonitoramento, com 38 câmeras de segurança e uma sala de videoaudiência, para serem feitas audiências judiciais a distância. Ainda foi construído um corredor de segurança para acesso ao novo módulo de saúde da unidade prisional.
Diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) Aud de Oliveira Chaves diz que é uma meta do Governo Estadual ampliar a contribuição dos detentos em outras obras de prédios da atual administração. Ele cita o exemplo da pintura e reparos de escolas estaduais, em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), que oportunizaram economia de R$ 4 milhões aos cofres públicos de MS.








