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sábado, 24 de outubro de 2020
Interior

Com rio Paraguai abaixo de 10 cm, Agência Nacional de Águas monitora impactos da seca

Apesar das chuvas dos últimos dias, a projeção apresentada é de que as condições de seca permaneçam pelas próximas três semanas

26 setembro 2020 - 10h34Por Willian Leite

Os impactos da seca na Região Hidrográfica do Paraguai são monitorados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que instalou, no início da semana (dia 22), a Sala de Crise do Pantanal. A primeira reunião avaliou as informações sobre a seca na região e o prognóstico de chuvas para as próximas semanas.

Segundo no site Diário Corumbaense,  desde 2010, a região tem registrado chuvas abaixo da média. Especialmente no ciclo hidrológico de 2019-2020, o período de chuvas foi mais desfavorável e chegou a aproximadamente 70% da média esperada entre outubro de 2019 e o momento atual.

Apesar das chuvas dos últimos dias, a projeção apresentada é de que as condições de seca permaneçam pelas próximas três semanas.  A formação do fenômeno La Niña também vem sendo observada e ele pode se estender até o início de 2021, o que pode retardar o início das chuvas na região.

Os impactos dessa seca podem ser observados no nível de afluentes e em alguns pontos do rio Paraguai. Em algumas estações de monitoramento, os níveis registrados estão abaixo do normal para este período do ano. Isso tem se refletido sobre o uso da água, sobretudo no que se refere às condições de navegação. Captações para sistemas de abastecimento de água, como para a cidade de Corumbá, também se aproximam de níveis de risco e demandam medidas de adaptação.

Nesta sexta-feira, 25 de setembro, o rio Paraguai atingiu nível de 0,07 metro na régua de Ladário, localizada no Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste, do 6° Distrito Naval da Marinha do Brasil.

Realizada em 22 de setembro, a primeira reunião da Sala de Crise do Pantanal contou com representantes da Diretoria Colegiada da ANA, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e de servidores do governo federal ligados às áreas de gestão dos recursos hídricos, meio ambiente, saneamento, proteção e defesa civil, monitoramento e previsão climática, pesquisa agropecuária, navegação e geração de energia. Também participaram parlamentares dos dois estados.

Região Hidrográfica do Paraguai

A Região Hidrográfica do Paraguai ocupa 4,3% do território brasileiro (363.446km²), abrangendo parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que inclui a maioria do Pantanal, maior área úmida contínua do planeta. Os principais cursos d’água são: rio Paraguai, Taquari, São Lourenço, Cuiabá, Itiquira, Miranda, Aquidauana, Negro, Apa e Jauru.

Na RH do Paraguai moram 2,39 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo 87% em áreas urbanas. A maior das 78 cidades da RH do Paraguai é a capital de Mato Grosso: Cuiabá. Outras cidades também possuem contingente populacional significativo, como: Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Corumbá (MS), Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT) e Aquidauana (MS).

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