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Interior

"Como vou aguentar essa dor no meu peito", diz mãe de jovem morto em MG

O rapaz teria sido executado com três tiros na cabeça e teve partes do corpo queimadas

28 outubro 2021 - 17h34Por Vinicius Costa

"Eu ainda não estou acreditando que isso esteja acontecendo com a nossa família meu filho", disse Rosana Casanova, mãe de Fábio Ribeiro Acosta, de 24 anos, encontrado morto na terça-feira (26) em Belo Horizonte.

A mãe usou as redes sociais para lamentar a morte do jovem e se despedir de maneira digna, mesmo tentando entender o que poderia ter acontecido para que o triste episódio acontecesse.

"Como você pode me abandonar assim tão jovem? Como vou aguentar essa dor no meu peito? Meu príncipe", disse em um texto publicado com a imagem do rapaz.

Rosana ainda escreveu que o filho tinha uma vida pela frente e questionava diversas vezes sobre a precoce partida de Fábio. "Meu coração não vai aguentar essa dor que estou sentindo. E agora, quem vai me chamar de minha veia?", questionou.

E acrescentou dizendo que o filho prometia cuidar da mãe pelo resto da vida. "Prometeu que iria cuidar de mim, que não era para me preocupar com nada. Como vou viver com a ausência meu filho? Porque você me deixou? Tão lindo, tão jovem, cheio de vida", escreveu.

O caso

Fábio Ribeiro Acosta, era natural de Sanga Puitã, no Mato Grosso do Sul foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (26) em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O rapaz teria sido executado com três tiros na cabeça e teve partes do corpo queimadas, considerada pelos investigadores como uma tentativa de carbonizar a vítima. A autoria e motivação do crime ainda é investigado pela polícia mineira.

Todavia, um boletim de ocorrência foi registrado nesta quarta-feira (27) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro após a família da vítima receber uma tentativa de extorsão de criminosos.

Conforme informações do registro, a mãe biológica, de 39 anos, contou na delegacia que recebeu uma mensagem do perfil do filho no Instagram, onde o texto pedia para que a família enviasse R$ 5 mil, pois ele "estava com alguns homens", dando a entender haver sido sequestrado.

Preocupada com a situação, a família tentou diversas vezes entrar em contato com o rapaz, mas o celular estava desligado.

Horas mais tarde, a delegada Gabriela Stainle Pacetta relatou no registro que entrou em contato com a DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Minas Gerais onde foi descoberto que Fábio Ribeiro Acosta estava morto e o corpo está no IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte.