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Concurso público de Sidrolândia causa polêmica

Sidrolândia

29 JAN 2014
Marcelo Villalba
15h29min

 Um concurso público para o cargo de Engenheiro Agrônomo da prefeitura de Sidrolândia, tem alternativas únicas em toda a prova. O caso chamou atenção dos concurseiros de plantão, pois a respostas de 28 das 40 questões de múltipla eram apenas uma, a alternativa “A”.

As perguntas eram uma seguida da outra abordando o conteúdo de conhecimento específico exigido para o cargo. O concurso foi realizado no dia 18 e 19 de janeiro, para preencher as 316 vagas na administração municipal.

Foram cerca de 116 inscritos para apenas uma vaga, com salário R$ 4.300. O resultado ainda não foi divulgado.

Uma das candidatas que não quis ser identificada, disse que isso induz ao erro, e quando estava fazendo a prova notou que algo estava estranho, pois haviam varias alternativas em sequência. "De pelo menos 10 questões, eu tinha certeza que a resposta era a letra 'a', mas, das que eu não tinha certeza, decidi por outra alternativa".

Se sentindo lesada a candidata protocolou uma denúncia na ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Já a em nota oficial a realizadora do concurso a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) esclareceu  que, por segurança, o professor que elaborou as questões daquele Concurso entregou para a FAPEC o gabarito das específicas (28 questões) registrando como corretas todas as opções “a”, fato que é comum para depois, eletronicamente, o sistema de processamento da Fundação automaticamente “embaralhar” as alternativas, distribuindo-as de “a” a “e”.

Esse sistema impede que o próprio elaborador das questões fique ciente do gabarito final. Porém, o sistema computadorizado não operou o “embaralhamento” nessa única prova, mantendo o gabarito anterior, encaminhado pelo elaborador das questões.

A FAPEC está pesquisando internamente a razão pela qual o sistema de computador, nesse caso único não operou segundo os comandos pré-estabelecidos, buscando corrigir eventual falha de ordem técnica para evitar caso semelhante, e salienta que esse foi o único em 20 anos.

A Fundação acentua que este fato em nada prejudicou aos candidatos ou a qualidade da prova, visto que nenhum candidato dirigiu-se à FAPEC ou à Comissão de Concurso para registrar qualquer estranheza quanto ao fato, assim como nenhuma observação foi feita na hora da prova para os fiscais.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a queixa será encaminhada para a promotoria responsável, que vai investigar se houve irregularidade e se cabe oferecer denúncia à justiça.

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