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Interior

Criticado por 'cabide de emprego', prefeito é obrigado a abrir concurso no Hospital de Coxim

Edilson Magro teria acomodado aliados políticos e dobrado salário de diretor da unidade

02 outubro 2021 - 15h15Por Thiago de Souza

O prefeito Edilson Magro (DEM) e o Hospital Regional de Coxim fizeram acordo para criar um plano de cargos e salários, além de realizar concurso público para a unidade de saúde. A medida foi tomada após suspeitas de aparelhamento político em cargos do HR. 

O acordo foi mediado pelo Ministério Público Estadual da cidade e apresentado à Justiça. As partes se comprometeram a apresentar um projeto de lei à Câmara para criar um plano de cargos e salários. 

Também reconheceram a necessidade de abrir concurso público para o hospital, conforme um termo de ajustamento de conduta, firmado em 2019, no entanto, não realizado até o momento. 

Outro ponto importante registrado no acordo é a promessa de encaminhar para o legislativo um projeto para definir o salário dos diretores do hospital, algo que já gerou polêmica na gestão de Magro. 

Polêmicas e suspeitas

Conforme apurado pelo TopMídiaNews, desde a campanha eleitoral de 2020, Magro acusava a gestão anterior de usar o hospital como ‘’cabide de emprego’’. 

No entanto, segundo as denúncias, ao assumir a prefeitura, o prefeito praticou a mesma imoralidade. Ele nomeou um diretor-administrativo e, por decreto, dobrou o salário do gestor, inicialmente em cerca de R$ 8 mil. 

‘’Esse diretor morava em outra cidade, era dono de um laboratório em Sonora’’, diz um denunciante. Além disso, criou o cargo de ‘’assessor de diretor’’, também com salário de cerca de R$ 8 mil. 

Não bastasse isso, Edilson Magro acomodou no hospital, candidatos a vereador derrotados na eleição passada, que o apoiaram. 

As denúncias tiveram ampla divulgação e Edilson foi pressionado a fazer uma auditoria no hospital. Porém, em dado momento, alegou que a ‘’varredura’’ seria complexa, custaria caro e tentou que a análise fosse bancada pelo governo do Estado. 

No entanto, uma decisão da Procuradoria Geral do Estado respondeu ao prefeito e disse que a auditoria seria de responsabilidade da Prefeitura e não do governo, além do que o prazo para tal medida já estava vencido. 

O acordo assinado em 20 de setembro está sob apreciação da Justiça.