Denúncias de superlotação nas salas de aulas, falta de professores e monitores capacitados para atender as crianças portadoras de necessidades especiais no Centro Municipal de Educação Novo Tempo, no distrito de Ipezal, em Angélica, viraram alvo de inquérito civil pelo Ministério Publico Estadual.
A 1ª Promotoria de Justiça de Angélica/MS, por meio do promotor de Justiça, Allan Thiago Barbosa Arakaki publicou edital sobre a investigação no Diário Oficial do MPMS desta sexta-feira (23).
Segundo os documentos, o inquérito civil foi instaurado após denúncias oriundas de pais e professores da unidade em 2022. Eles relatam que as turmas da pré-escola estão em salas lotadas, onde até mesmo o espaço da mesa da professora fica estreito e próximo à lousa dificultando o espaço. É dito ainda, que por conta da superlotação, as crianças não contam com espaço adequado para realizar as atividades.
A coordenadora pedagógica do Centro, que terá a identidade preservada, informou que enviou ofícios para a Secretaria de Educação de Angélica relatando os problemas, mas não obteve resposta. Segundo ela, desde que a gestão do prefeito Edison Cassuci [eleito em eleição suplementar em 15 de maio de 2022] assumiu o poder, a educação do local está sofrendo.
“Venho através deste, relatar fatos ocorridos após mudanças do governo municipal e equipe de Secretaria de Educação. Fatos esses, que observei, ouvi relatos de professores para tentar solucionar os problemas. Minha função é garantir uma aprendizagem significativa. Recebi em 25 de maio laudo médico de um aluno. Me comovi junto a mãe ao problema que essa criança enfrenta e solicitei professor de educação especial, mas não tive resposta. Outro fato que relatei foi sobre as salas superlotadas.”
Ainda conforme a servidora, mesmo tendo o direito a 9 dias de folga, pois havia trabalhado em período teve desconto salarial de R$ 780, o que ela relatou como perseguição política na cidade do interior.
O MPMS deu prazo de 15 dias para a Prefeitura de Angélica esclarecer quais providências serão tomadas quanto a superlotação da escola e falta de profissionais para atender crianças especiais.
Em janeiro deste ano, o prefeito Cassuci informou no portal de notícias do Executivo que o Centro seria reformado. "A equipe de Engenharia e Arquitetura da Secretaria de Planejamento do município está finalizando o projeto que será licitado para também realizarmos a reforma do Centro Educacional no distrito de Ipezal".
O que diz a Prefeitura de Angélica?
Foi solicitado nota retorno para a assessoria de comunicação para saber sobre as providências adotadas quanto a superlotação e falta de professores de educação especial. Assim que houver retorno será inserido no texto.







