Rrepresentantes da empresa aérea boliviana Amaszonas, que opera há pouco mais de um ano realizando voos entre Santa Cruz de la Sierra e Campo Grande, estiveram na sede da Infraero, em Corumbá, em reunião com representantes da Prefeitura Municipal e do Governo do Estado. O objetivo do encontro foi apresentar o aeroporto à empresa e discutir algumas questões de legalidade para que se aprove, junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a cabotagem no município, que é quando uma empresa estrangeira realiza voos domésticos dentro do Brasil. O intuito é fazer com que o voo passe a fazer escala em Corumbá, cobrindo o vazio deixado pela empresa brasileira Azul, que cancelou a rota entre o município e Campo Grande.
Participaram da reunião, que ocorreu na sexta-feira (15), superintendente Viário da Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado, Fabrício Alves Corrêa, o diretor administrativo da empresa aérea boliviana Amaszonas, Juan Carlos Ossio e seu diretor jurídico, Sergio Leon, o coordenador do Escritório Regional do Governo estadual, Ruiter Cunha, a diretora-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Hélènemarie Dias Fernandes e o superintendente da Infraero em Corumbá, Carlos Alberto Rocha.
O superintendente viário, Fabrício Alves Corrêa, explicou que por causa do nicho de mercado deixado pela empresa Azul, o Governo do Estado gostaria que a empresa boliviana aproveitasse essa oportunidade. Ele afirmou ao Diário Corumbaense que o processo não é simples porque envolve questões técnicas e é necessário que tudo esteja perfeito para não haver rejeição por parte do Ministério da Aviação Civil.
Ele disse que o processo de cabotagem, que é quando uma empresa aérea internacional passa a operar como rota nacional, é proibido no Brasil, mas há acordos bilaterais que possibilitam essa atividade e citou um caso que ocorreu em Corumbá entre 1997 e 1998, quando houve o fechamento do Aeroporto de Puerto Suárez e as empresas Lloyd Aéreo e Aerosur, ambas bolivianas, operaram em Corumbá com voo doméstico. “É isso que a gente vai trabalhar e tentar viabilizar”, disse Corrêa. Ele acredita que o voo terá uma média de 70% a 80% de ocupação porque muita gente vai aproveitar para ir a Santa Cruz, como também para Campo Grande.
Segundo o superintendente da Infraero em Corumbá, Carlos Alberto Rocha, o aeroporto na cidade hoje está preparado para receber voos internacionais. “Nós precisaremos fazer uma grande coordenação junto aos órgãos de controle de fronteira que é a Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e talvez o próprio MAPA para coordenar o atendimento a esse voo, que é uma outra etapa”, comentou Rocha frisando que esse processo só ocorrerá depois da liberação da cabotagem em Corumbá.







