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Interior

05/12/2014 17:15

Empresa ganha contrato para alimentação, mas trabalha de forma irregular

Denúncia

Responsável pelo fornecimento de refeições no Hospital da Vida, localizado no município de Dourados, a empresa Primus não cumpre com as normas necessárias para o transporte do alimento hospitalar. O problema ocorre logo nos primeiros dias de trabalho da prestadora de serviços, após assumir a demanda por contrato emergencial.

O problema foi flagrado logo na entrada do Hospital da Vida, às 10h de terça-feira (2), quando funcionários da empresa chegavam com as refeições, servidas para funcionários e pacientes. O veículo que transporta o almoço e o jantar não corresponde com as normas de higiene que a Vigilância Sanitária determina.

Após uma denúncia anônima, a reportagem do Top Mídia News foi até Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande, para conferir a veracidade do que foi apresentado. A empresa, identificada com o nome de Primos, começou a abastecer o hospital desde o dia 1º deste mês. Porém, o veículo que está fazendo as entregas, uma VW Saveiro, não é todo fechado, tem apenas uma cobertura temporária (lona preta), não possui  uma proteção no seu interior; tudo fora das normas sanitárias.

Com a realização do transporte dessa maneira, as caixas de isopor que carregam as marmitas também não tem nenhuma fita de proteção e acabam ficando em contato com o assoalho do veículo, o que é proibido. O contrato entre a empresa e o poder público também é considerado suspeito. Todo o serviço é tema de série do Top Mídia News, que começa com esta reportagem.

De acordo com o Diretor Geral da Funsau (Fundação de Serviços de Saúde) e responsável pelo contrato com a Primus, Fábio José Judacewski, a empresa realmente tem que fornecer os alimentos de forma correta. Ele não sabia que as marmitas estavam sendo entregues com o veículo de forma irregular, mas disse que irá tomar as devidas providências.

"A comida do hospital tem que ser entregue adequadamente com as condições corretas. Não temos a intenção de esconder nada ou de camuflar algo. O Hospital da Vida foi pego de forma decadente, quando era Evangélico, tanto de estrutura como de funcionários. Agora que estamos tentando colocar tudo nos eixos", disse.

Ele ainda afirmou que vai cobrar atitude da Primus. "A empresa que foi contratada nos apresentou todas as certidões de forma correta, se por acaso não fornecer a comida como deve ser entregue, não temos problema em acabar com o contrato. O que queremos é clareza nos fatos, nunca precisamos esconder nada de ninguém, sempre trabalhamos corretamente. Vamos chamar o proprietário e dizer que com o veículo aberto, não pode ficar", explicou.

De acordo com a nutricionista do Hospital, Laura Rafaela, por dia o hospital  recebe aproximadamente 100 refeições durante o almoço, quantidade que aumenta para 150 no período da noite. "Eles trazem no horário, em caixa térmica, tudo corretamente. O proprietário da empresa já havia nos informado que o veículo aperfeiçoado para as entregas estava estragado, mas tudo vai se resolver", relata.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o veículo dos alimentos deve ser protegido. Os meios de transporte das comidas devem ser higienizados, sendo adotadas medidas a fim de garantir a ausência de vetores e pragas urbanas. Os veículos devem ser dotados de cobertura para proteção da carga, não devendo transportar outro carregamento que comprometa a qualidade higiênico-sanitária do alimento preparado.

                                              Alimento não pode ter contato com assoalho do veículo, como ocorre em Dourados (foto: Anna Gomes)

                                                                             Foto: Anna Gomes

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