Na manhã deste sábado (30), familiares e amigos de Natália Freitas Cedreira da Silva, realizaram uma caminhada pedindo justiça e maior conscientização no trânsito, após a jovem de apenas 20 anos ser morta em acidente na última quarta-feira (27) entre um carro e a motocicleta que pilotava, em Corumbá.
A concentração foi em frente a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Campus Pantanal, onde Natália cursava biologia, e seguiu até a avenida Rio Branco. Com balões brancos, flores e cartazes, os participantes ainda foram até a rua Albuquerque, próximo ao local onde a estudante perdeu a vida.
Conforme a reportagem do Diário Corumbaense, amigos contaram como Natália era com todos a sua volta. “Ela sabia viver a vida dela intensamente. Sempre foi uma pessoa pra cima, cheia de sonhos. O maior deles era se formar em Biologia, exercer a profissão e ajudar todo mundo”, disse Camila Pimenta Cáceres, de 22 anos.
O pai de Natália, Nilson Cedreira da Silva, de 53 anos, disse ao Diário Corumbaense que espera que a morte da filha não fique impune. "Perdi minha filha, aos 20 anos. No dia 06, agora, faria 21. Uma vida inteira pela frente, interrompida de forma trágica, do jeito que foi. O que a gente quer é que a justiça seja feita. Minha filha se foi, e ele (motorista) tá solto e não foi a primeira, nem a segunda vez que se envolveu em acidente. Queremos justiça para que não aconteça com outra família o que aconteceu com a nossa", afirmou.
O acidente
Natália e o namorado, Vinícius Fernandes, de 24 anos, seguiam no sentido Ladário-Corumbá, quando foram atingidos por um Fox conduzido por Eduardo Rondon Correia, de 51 anos.
Os jovens foram arremessados por 10 metros e caíram no canteiro central da avenida Rio Branco. A motocicleta foi arrastada e prensada contra a calçada. Eles foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e Samu, levados para o hospital, mas Natália não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. Vinícius segue internado.
Eduardo foi encaminhado ao Pronto-Socorro e recebeu alta e segundo apuração do portal, ele já tinha um histórico de acidentes, em 2020 e 2024.







