A família de mulher de 27 anos, vítima de tentativa de feminicídio em Nova Alvorada do Sul, está enfrentando uma batalha enquanto acompanha com esperança a recuperação da internada, em Campo Grande. Baleada pelo companheiro Eberson da Silva, a vítima luta para sobreviver.
Com a irmã internada ainda em estado grave na Santa Casa, a familiar precisa de ajuda para arcar com os custos dos medicamentos, viagens para ver a vítima e também para os cuidados dos dois filhos da vítima que estão com a tia.
Os deslocamentos constantes entre Nova Alvorada do Sul e Campo Grande têm gerado altos custos com transporte, alimentação, medicamentos e demais despesas. Para quem puder colaborar, a chave PIX para doações é o número (67) 99910-3413, em nome de Arlete Garcia.
Apesar do quadro delicado, a família se apega aos pequenos sinais de esperança. Segundo os médicos, a paciente está reagindo, já teve a sedação retirada, está estável e responde com gestos como apertar a mão quando é tocada. Arlete, emocionada, conta que, mesmo inconsciente, a irmã transmite força e é essa força que move todos os dias a fé e a luta da família por sua recuperação.
Além da ajuda financeira, a família pede orações. “Vamos formar uma corrente de fé, uma corrente de oração, pedindo a pronta recuperação da nossa querida”, pede a irmã.
O caso
A vítima foi atingida por dois disparos, sendo um deles na região da cabeça. De acordo com informações, o projétil ficou alojado na área frontal do crânio, o que exigiu cirurgia para a remoção dos fragmentos ósseos.
Por causa do inchaço no cérebro, os profissionais optaram por deixá-la sem a calota craniana temporariamente, para reduzir o edema cerebral, segundo o site local Alvorada Informa. O procedimento foi realizado sem intercorrências.
Crime premeditado
O agressor, Eberson da Silva, era vigilante de um banco na cidade. Segundo a investigação, ele saiu mais cedo do trabalho portando a arma funcional, um revólver calibre .38, que foi usada no crime.
Após atirar na companheira, ele cometeu suicídio na residência onde o casal morava, no bairro Jaime Medeiros. A Polícia Civil apura se o crime foi premeditado.
Há três meses, Eberson havia sido preso por agredir e ameaçar a vítima, afirmando que ela seria "mais uma vítima de feminicídio". Mesmo com o registro da ocorrência e a detenção, ele foi solto após os procedimentos legais e, nesta semana, concretizou a ameaça.







