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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Interior

Fazenda é ocupada por mais de 2 mil sem-terras em MS

MST

22 agosto 2015 - 16h05Por Anna Gomes

Um grupo formado por cerca de 2 mil trabalhadores rurais sem-terras ocuparam uma fazenda na madrugada desta sexta-feira (21), na região de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, município distante aproximadamente 301 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o site Nova News, os sem-terras reclamam da morosidade por parte do Governo Federal em realizar uma política de reforma agrária. A propriedade rural Saco do Céu possui 5,2 mil hectares e, após vistoria realizada no início de 2014, foi considerada improdutiva pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os donos da terra, que moram em São Paulo, contestaram a vistoria.

Ainda conforme o site local, costumeiramente, membros do MST realizam, na região de Nova Casa Verde, manifestações e bloqueios da rodovia BR-267 para chamar a atenção das autoridades. Entre as inúmeras reivindicações da classe, uma das principais seria a necessidade de mais rapidez no processo de assentamento das famílias inscritas. Essa já é a segunda ocupação que ocorre no estado do MS em 2015. De acordo com o MST, a primeira delas ocorreu próximo a Usina Quebra Coco, localizada no município de Sidrolândia. Integram a ação os integrantes dos assentamentos Zumbi, XII e Florestan Fernandes. todos da região de Nova Andradina.

Um dos membros do grupo revelou a equipe de reportagem que a intenção não é avançar até a casa sede da fazenda. Eles permanecerão dentro da propriedade porém, não irão bloquear a entrada de veículos e pessoas, ou seja, nas palavras do grupo, os proprietários e funcionários da fazenda podem trafegar livremente pelo local. Ainda de acordo com os sem-terras, as principais pautas seriam a celeridade na regulamentação das terras da Fazenda Saco do Céu para que o grupo possa se instalar no local. Eles também solicitam que sejam finalizados os trabalhos de vistoria na Fazenda Furnas, localizada a cerca de 15 quilômetros do local onde o grupo se encontra. Segundo eles, a fazenda também é improdutiva e o Incra precisa acelerar o processo de vistoria.