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Interior

Governo Azambuja interliga por estradas regiões do Pantanal historicamente isoladas

Pecuaristas tinham dificuldade de transportar o rebanho para engorda no planalto

20 outubro 2018 - 10h34Por Da redação com assessoria

Dono do segundo maior rebanho bovino do país, com 1,9 milhão de animais concentrados no Pantanal, secularmente o produtor de Corumbá teve dificuldades de acesso para transportar bezerros para engorda no planalto. No governo de Reinaldo Azambuja, no entanto, os investimentos em infraestrutura na região, interliga-a com estradas e pontes, mudou essa realidade, e hoje o pantaneiro tem a opção de retirar o gado em caminhões na cheia.

A meta do governador de Mato Grosso do Sul é criar uma rota rodoviária estadual de 1.000 km e integrar os municípios do Pantanal, desde as regiões Norte (Sonora, Coxim, Rio Verde e Rio Negro)), Oeste (Aquidauana, Miranda e Corumbá) e Sul (Porto Murtinho), com conexão a Bodoquena, Bonito e Jardim, principais destinos de ecoturismo. Esse corredor de produção pecuária e ecologia será concretizada no segundo mandado de Reinaldo Azambuja.

“O nosso governo cumpre seu papel de garantir o desenvolvimento do agronegócio e do turismo ao implantar novas alternativas logísticas, propiciando melhor acesso para facilitar o transporte de riquezas e de pessoas, principalmente em regiões isoladas, como o Pantanal”, afirmou o governador. “Estamos viabilizando um corredor rodoviário em potencial e, com isso, também gerando emprego e renda com o desenvolvimento local”, pontuou.

Pontes e estradas ligam áreas isoladas do Pantanal. (Foto: Divulgação assessoria)

Integrando os pantanais

Com recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário), o Estado executou várias frentes de obras entre Bonito, Bodoquena, Porto Murtinho e Miranda e hoje executa o trecho de maior desafio dentro da planície pantaneira, a ligação de Corumbá com Rio Negro, Rio Verde e Coxim, região conhecida por Nhecolândia. Não são longas distâncias, contudo não havia estrada implantada e o caminho é arenoso, instransponível na cheia.

Além do cascalhamento de 40 km da MS-228, a partir da Curva do Leque (entroncamento com a MS-184, trecho da Estrada-Parque, em Corumbá), a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), executa outros 19 km da mesma rodovia entre a Vazante do Castelo e a Fazenda Conceição, entre Aquidauana e Rio Verde. Também foram implantados com aterro 34 km da MS-423, descendo a Serra da Alegria (Rio Verde) até a Fazenda Morrinho (Corumbá).

Os investimentos ultrapassam R$ 40 milhões e está projetada também a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, na confluência da ponte de concreto sobre o Rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a ponte a Serra da Alegria, completando uma logística por terra que o pantaneiro jamais imaginou em mais de 200 anos de ocupação do bioma pelo homem e o gado.

Produtor tinha dificuldade de transportar rebanho no Pantantal. (Foto:Divulgação assessoria)

Sonho de pantaneiro

''Vamos passar por um ciclo transformador, o acesso por estradas é tudo para o pantaneiro'', comemorou o pecuarista Ulisses Serra Neto, o Noninho, que tem propriedade no centro do Pantanal. Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, as estradas vão valorizar o gado e facilitar a saída desses animais na cheia, reduzindo custos de transporte. ''A Nhecolândia é a maior produtora de boi gordo, abastecendo 40% do nosso mercado'', disse.

O dirigente ruralista destacou a determinação do governador Reinaldo Azambuja em integrar o Pantanal, observando que os benefícios com o fácil acesso serão econômicos e sociais. “Nenhum outro governo, desde o (Pedro) Pedrossian, investiu no Pantanal como o Reinaldo Azambuja'', citou. ''Vai fortalecer a pecuária, com a valorização do boi, e também dará um salto no turismo, com o surgimento de pousadas onde era impossível chegar de carro.''

Com estrutura de leilão ao lado da MS-228, onde o governo já concluiu a implantação do aterro nos 40 km entre a Curva do Leque e a Fazenda Alegria, o pecuarista Carlos Guaritá afirmou que o pantaneiro deve gratidão ao governador Reinaldo Azambuja.

''Isso que está acontecendo é um sonho, hoje você anda de camionete onde só passava trator'', proclamou. ''Tenho certeza que no segundo mandato o Reinaldo concluirá essa ligação de ponta a ponta.''